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Indústria e comércio voltam ao nível pré-crise com auxílio e crédito

EDUARDO CUCOLO E NICOLA PAMPLONA
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A indústria e o comércio estão entre os principais destaques do crescimento da economia brasileira de 7,7% no terceiro trimestre de 2020 ante os três meses anteriores, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta-feira (3). A agropecuária caiu 0,5%, a indústria cresceu 14,8% e os serviços subiram 6,3% no período. O comério, classificado como parte dos serviços, avançou 15,9%. Segundo o IBGE, entre as atividades industriais, destaca-se o crescimento de 23,7% das indústrias de transformação. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, afirma que os programas de auxílio do governo a famílias e empresas e os juros baixos ajudaram a indústria e o comércio, que já voltaram ao patamar anterior à crise. Ela deu como exemplo os segmentos de alimentos e bebidas e farmacêutico. Também destacou que houve aumento nas vendas de bens duráveis como eletrodomésticos e móveis, tanto na produção quanto no comércio. Por outro lado, mesmo com a reabertura das atividades, os serviços prestados às famílias não se recuperaram, deixando esse setor para trás. “O consumo das famílias, pesando 65% do PIB, está caindo mais do que a média do PIB, com a influência negativa dessa demanda dos serviços e com impactos negativos no mercado de trabalho, mas, por outro lado, beneficiado pelo aumento do crédito às pessoas físicas e os programas de apoio do governo, tanto a famílias como a empresas, e também com as taxas de juros baixas”, afirma a coordenadora do IBGE. Os dados do IBGE mostram que também houve aumento para os segmentos de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (8,5%), construção (5,6%) e indústrias extrativas (2,5%). Em comparação com o terceiro trimestre de 2019, a agropecuária cresceu 0,4%. Já a indústria teve queda de 0,9%, sendo que a construção recuou 7,9%. Os serviços caíram 4,8%. O desempenho da indústria reforça a mudança de perfil do consumidor após a pandemia: na comparação com o mesmo período do ano anterior, o setor ainda tem queda de 0,2%, mas segmentos como indústria moveleira e equipamentos de informática e eletrônicos produziram mais do que no terceiro trimestre de 2019. São segmentos que se beneficiaram com o isolamento: com o trabalho remoto e mais tempo em casa, o brasileiro decidiu investir em produtos para o lar. Já a indústria de vestuários é um dos destaques negativos em relação ao mesmo período do ano anterior. A agropecuária continua crescendo nas taxas interanuais —foi o único setor que teve resultado positivo no acumulado do ano. Houve queda em relação ao trimestre anterior, mas o dado era esperado em razão de fatores sazonais que afetam o agro, como as temporadas de safra.