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Indústria da maconha já tem mais trabalhadores que dentistas e médicos nos EUA, diz estudo

·1 minuto de leitura

RIO — Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que o número de trabalhadores empregados na cadeia produtiva da maconha chega a 321 mil pessoas. Isso significa uma quantidade de profissionais na indústria da cannabis legalizada já supera o número de dentistas, paramédicos ou engenheiros elétricos no país. A pesquisa foi feita pelo Leafly Jobs Report em parceria com a Whitney Economics.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo jornal The Washington Post. De acordo com a publicação, o setor continuou crescendo mesmo durante a pandemia. E acabou por absorver trabalhadores dispensados do varejo e de restaurantes durante o período de restrições no enfrentamento ao coronavírus.

Apenas em 2020 o setor agregou quase 80 mil trabalhadores, segundo o estudo. O levantamento também revelou que no ano passado a indústria da maconha cresceu 32% em relação a 2019.

— Houve uma mudança profunda de trabalhadores do varejo e restaurantes para a maconha — disse Kara Bradford, executiva-chefe de recrutamento da Viridian Staffing. Em entrevista ao Post, ela contou que já recebeu até 500 inscrições para uma vaga.

— Há uma sensação de que esta é uma indústria em expansão, divertida e interessante, com muitas oportunidades para crescer rapidamente — acrescentou Bradford.

Ao todo, dos 50 estados americanos, 16 já legalizaram o uso recreativo da maconha. Em todos eles, o uso medicinal da cannabis também é liberado. E 20 dos 50 estados legalizaram apenas o uso medicinal até agora.

O resultado da legalização é o aumento dos negócios. As vendas de maconha legalizada cresceram quase 60%, para US $ 19 bilhões no ano passado. A expectativa é de até 2025 esse montante suba para US $ 41 bilhões, de acordo com a empresa de pesquisa de Wall Street Cowen.

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