Indústria brasileira voltou a crescer em outubro após 13 meses de retrocesso

Rio de Janeiro, 4 dez (EFE).- A produção industrial brasileira cresceu 2,3% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, com o que interrompeu 13 meses consecutivos de quedas, informou nesta terça-feira o Governo.

A produção das fábricas brasileiras em outubro também melhorou em comparação com setembro, com um crescimento de 0,9%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Apesar da recuperação de outubro, a produção industrial brasileira acumulou retração de 2,9% nos dez primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2011.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em um estudo divulgado na segunda-feira, projetou para o setor uma retração de 0,6% este ano a respeito de 2011, o que, segundo a patronal, só permitirá que a economia brasileira cresça 0,9% em 2012.

A indústria é o setor do Brasil mais afetado pela crise econômica mundial, que reduziu a demanda de produtos industrializados no exterior e dificulta o crédito para os fabricantes.

Segundo o IBGE, dos 27 setores industriais analisados, 21 registraram crescimento de produção em outubro frente ao mesmo mês de 2011.

Os setores que mais impulsionaram essa reação foram os de equipamentos de transporte, cuja produção cresceu 16,2%, máquinas e equipamentos (5,2%), equipamentos de instrumentação médica (29,8%) e alimentos industrializados (2,6%).

Por produtos, os que mais aumentaram a produção foram os de aviões, aparelhos de ar condicionado, refrigeradores, congeladores, fogões e máquinas de lavar.

Entre os seis setores cuja produção caiu destaque para os de máquinas para escritório e informática (19,7%) e edição, impressão e reprodução de gravações (6,0%).

Segundo o IBGE, a indústria foi o setor que mais freou o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre, no qual a expansão foi de apenas 0,9% frente ao mesmo período do ano passado.

Nesse período a indústria se contraiu 0,9%, o setor agropecuário cresceu 3,6% e o de serviços 1,4%. EFE

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