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Indústria de biscoitos e massas deve crescer em 2021 apesar de custo maior com trigo

Nayara Figueiredo
·3 minuto de leitura
Uso de farinha de trigo em panificadora em São Paulo (SP)

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) - A indústria de produtos feitos com farinha de trigo espera crescer de 3% a 5% em faturamento e 2% em volume de vendas neste ano, apesar do aumento de custos com o cereal, amparada novamente pelo consumo no lar em meio à pandemia da Covid-19, estimou nesta terça-feira a associação do setor Abimapi.

Em 2020, esta indústria faturou 40,5 bilhões de reais, alta de 9% no comparativo anual, e as vendas subiram 5,37% para 3,55 milhões de toneladas, impulsionadas pela demanda que surgiu com as medidas de isolamento domiciliar contra o coronavírus.

"Mesmo com o afrouxamento gradual das medidas de distanciamento social, as pessoas ainda se sentem inseguras para retornar ao consumo fora do lar", disse em nota o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Claudio Zanão.

Ele afirmou que, além disso, os produtos da categoria são relativamente baratos, pertencentes à cesta básica de alimentação, e a população está menos capitalizada, revisando as suas prioridades de consumo. Isso contribui, por exemplo, para o incremento de vendas de massas como o macarrão.

Segundo a entidade, a comercialização do primeiro bimestre de 2021 "não foi tão bem", pois a falta dos recursos vindos do auxílio emergencial fez diferença no poder de compra das famílias. No entanto, a expectativa é que a partir de abril as vendas melhorem, com o possível retorno da ajuda financeira vinda do governo.

CUSTOS

Por outro lado, mesmo com previsão de crescimento para a indústria, o setor enfrenta dificuldade de reajuste de preço, ao lidar com um cenário de recessão econômica e margens apertadas.

A desvalorização do real ante o dólar e a entressafra na produção nacional do trigo levaram ao aumento do custo da farinha --principal matéria-prima da "cesta" Abimapi.

A entidade disse que o repasse de despesas já foi iniciado neste ano, com reajuste médio de 2% a 3% sobre o portfólio de produtos do setor. "De todo modo, este aumento tende a ser gradual, pois não há espaço para elevar os preços de uma só vez para o consumidor final", admitiu.

"Diante de um ano atípico, a matéria-prima atingiu valores históricos em plena colheita (de 2020), os produtores de trigo vêm negociando a safra atual com uma margem de lucro muito acima da média histórica, o que retraiu as negociações no mercado da farinha, em um cenário em que os reajustes nas precificações são imprescindíveis", afirmou Zanão.

No Paraná, principal produtor de trigo no Brasil, o cereal é negociado a 1.490,08 reais por tonelada, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), salto de 45% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Pesquisadores do Cepea afirmaram em nota nesta terça-feira que os compradores de trigo aguardam o enfraquecimento do dólar para avançar com negociações, o que reduziria a paridade de importação e os custos com as compras externas.

De acordo com a Abimapi, cerca de 70% do custo de produção de massas é com farinha. Nos biscoitos, em média, o peso é de 30%, e nos pães e bolos industrializados, de 60%.

EXPORTAÇÃO

A pandemia da Covid-19 provocou alta na demanda por alimentos como farinhas, macarrão, massas instantâneas, pão de forma, além de alimentos congelados em diversos lugares do mundo, o que potencializou as exportações do Brasil, tendo como destino principal os países da América do Sul.

Segundo a Abimapi, o volume embarcado pelo setor em 2020 saltou 52%, para 158 mil toneladas, enquanto as receita com vendas externas subiram 15%, para 196,3 milhões de dólares.

Para 2021, a associação espera crescer 10% em faturamento frente ao ano passado, tendo em vista a permanência do período da pandemia e eventual crise financeira em decorrência do coronavírus.

"Manteremos um cuidadoso olhar para a China, entre os mercados-alvo de nosso setor no exterior", completou Zanão.

(Por Nayara Figueiredo)