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Indústria automotiva critica alta do ICMS em SP

EDUARDO SODRÉ
·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Pátio da montadora Hyundai, em São Paulo. (Foto: Jorge Araujo/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Pátio da montadora Hyundai, em São Paulo. (Foto: Jorge Araujo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A boa relação entre as montadoras e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) está abalada. O aumento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) no estado foi um dos temas mais abordados nesta sexta (8) pela direção da Anfavea (associação das fabricantes de veículos). A entidade apresentou os dados de produção em 2020.

"A gente entende que não é o momento de aumentar a carga tributária, que afeta os investimentos e cria um outro elemento que não estava no nosso radar", diz Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

Segundo o executivo, o reajuste do tributo será levado em conta pelas montadoras na hora de decidir para qual local serão direcionados os novos aportes. Até então, São Paulo era visto como um porto seguro para o setor, apesar de não oferecer as mesmas vantagens fiscais disponíveis nas regiões Centro-Oeste e Nordeste.

Em março de 2019, após a Ford anunciar o fechamento de sua fábrica em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) e a General Motors falar sobre os riscos a suas operações no país, Doria lançou o programa IncentivAuto, que previa descontos de até 25% pagamento do ICMS a montadoras que investissem mais de R$ 1 bilhão e criarem ao menos 400 postos de trabalho no estado. Entretanto, a pandemia da Covid-19 alterou o cenário.

A mudança no imposto terá ainda um grande peso no segmento carros usados. Segundo a Anfavea, o tributo que incide sobre uma negociação envolvendo um veículo de R$ 50 mil passará de aproximadamente R$ 500 para R$ 2.000, o que terá reflexo imediato nos preços praticados, que já acumulam altas seguidas.

Associada ao avanço da pandemia de Covid-19 no país, a questão tributária em São Paulo fez a Anfavea ser mais conservadora em suas projeções para 2021. A entidade acredita que as vendas terão alta de, pelo menos, 15% em comparação a 2020, ano em que a comercialização registrou queda de 26,2%. Os dados incluem carros de passeio, veículos comerciais leves, ônibus e caminhões.

O número previsto para este ano equivale a uma média diária inferior a 10 mil unidades comercializadas, número bem abaixo do registrado nos últimos meses do ano passado. Em dezembro, por exemplo, pouco mais de 13 mil veículos leves e pesados foram emplacados diariamente.

Com 2,01 milhões de carros montados em 2020, a produção de veículos registrou queda de 31,5% em comparação a 2019. O resultado está em linha com as previsões feitas pela Anfavea entre setembro e outubro. Em julho, o tombo era estimado em 45%.

O resultado confirma a retomada do setor no segundo semestre e faz a entidade projetar um crescimento de 25% na fabricação de veículos em 2021, para atender a retomada das vendas nos mercados interno e externo.

Moraes afirma que a estimativa de crescimento pode parecer boa, mas uma produção de 2,52 milhões neste ano ainda equivale a apenas 50% da capacidade instalada na indústria automotiva.

Problemas com o fornecimento de peças foram contornados em dezembro, que terminou com 209,3 mil unidades produzidas -alta de 22,8% na comparação com o mesmo mês de 2019, mas queda de 12,1% em relação a novembro.

Segundo o presidente da Anfavea, a situação ainda não está normalizada. O executivo afirma que o avanço da pandemia pode afetar fornecedores e até o trabalho de desembaraço nos portos.