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Indígenas marcham contra aumento dos combustíveis no Equador

·2 minuto de leitura
Membros do Movimento de Indígenas e Camponeses de Cotopaxi (MICC) e organizações sociais participam de um protesto contra o aumento nos preços dos combustíveis em Latacunga, província de Cotopaxi, Equador, 11 de junho de 2021

Cerca de mil indígenas equatorianos marcharam pacificamente nesta sexta-feira (11) na província andina de Cotopaxi contra o aumento dos combustíveis, cujo preço foi liberado em 2020 durante o governo do ex-presidente Lenín Moreno e é ajustado mensalmente.

"O momento em que aumentaram os preços dos combustíveis, tudo subiu", disse Leonidas Iza, dirigente do Movimento Indígena e Camponês de Cotopaxi (MICC), ao apresentar uma série de pedidos às autoridades do novo governo que está no cargo desde maio passado.

Iza disse ser necessário que se "suspenda, anule este decreto" assinado por Moreno para liberar os preços dos combustíveis, que são revistos a cada mês, segundo a cotação do petróleo no mercado internacional, mantendo-se um viés de alta.

Em 2019, protestos liderados por indígenas que deixaram onze mortos, obrigaram o governo de Moreno a voltar atrás em um primeiro plano para aumentar o preço da gasolina como parte de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O atual governo do presidente Guillermo Lasso não fez anúncios em relação à política adotada por Moreno sobre os combustíveis.

Os indígenas, que ocuparam cinco quarteirões, caminharam pelas ruas do centro de Latacunga, capital de Cotopaxi, levando cartazes que diziam "Preços justos para nossos produtos agrícolas".

Outras demandas dos indígenas foram o estabelecimento de uma moratória de um ano para o pagamento de dívidas que mantêm com os bancos. Também solicitaram que o governo estabeleça "preços justos" aos produtos agrícolas.

"Nesta política de fixar preços, garantam (aos agricultores) recuperar os custos de produção", disse Iza, que entregou os pedidos ao governador de Cotopaxi, Oswaldo coronel, e ao vice-ministro do Governo (Casa Civil), Homero Castañeda.

Após tomar posse em 24 de maio, Lasso restabeleceu por decreto direitos a cerca de 1,7 milhão de pessoas que, devido a dívidas de até 1.000 dólares com o sistema financeiro, constavam de uma lista que as impedia de ter acesso a novos créditos e realizar atividades mercantis.

Ele também ofereceu créditos a 30 anos e com juros de 1% para os produtores. Em seus encontros com os indígenas, Lasso propôs a redução das tarifas alfandegárias para a importação de maquinário agrícola e o incentivo à educação intercultural bilingue no país, onde os indígenas representam 7% dos 17,5 milhões de habitantes, segundo o último censo.

O movimento Criando Oportunidades (Creo, direita), de Lasso, se vinculou no Congresso ao Pachakutik (esquerda), o braço político das principais organizações indígenas e outras frentes para assegurar uma maioria legislativa diante da dispersão das forças.

pld/ll/mvv

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