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Incrível: simulação mostra como coronavírus se espalha em supermercado

Nathan Vieira

Cientistas do Instituto Meteorológico da Universidade de Aalto, na Finlândia, simularam uma situação incrível de como o coronavírus pode pairar no ar em um supermercado. O Centro de Pesquisa Técnica VTT da Finlândia e a Universidade de Helsinque estudaram como partículas pequenas emitidas ao tossir, espirrar ou até falar são transportadas no ar, podendo transmitir o coronavírus, e concluíram que a nuvem de aerossol se espalha imediatamente a partir da pessoa que tosse e se dilui no processo, que pode levar alguns minutos.

“Alguém infectado pelo coronavírus pode tossir e se afastar, mas depois deixa para trás partículas extremamente pequenas de aerossol carregando o coronavírus. Essas partículas podem acabar no trato respiratório de outras pessoas próximas", explica Ville Vuorinen, professor assistente da Universidade de Aalto.

Pesquisadores modelam uma situação em que uma pessoa tosse por um corredor restrito a prateleiras, típico de supermercados. Foto: Petteri Peltonen / Universidade de Aalto

Os pesquisadores reproduziram o movimento aéreo de partículas de aerossol menores que 20 micrômetros. Para uma tosse seca, que é um sintoma típico do coronavírus atual, o tamanho das partículas é tipicamente menor que 15 micrômetros. Partículas extremamente pequenas não chegam nem ao chão, mas se movem nas correntes de ar ou permanecem flutuando no mesmo local. Estudos sobre influenza A confirmaram que o vírus pode ser encontrado até mesmo em partículas muito menores, com menos de 5 micrômetros.

O transporte aéreo e a preservação das gotículas que saem do trato respiratório foram simulados usando um supercomputador e, em seguida, foi realizada a visualização 3D dos resultados. A ideia é usar a visualização para criar uma melhor compreensão do comportamento das partículas de aerossol. Os pesquisadores continuarão trabalhando na modelagem e aprimorando-a ainda mais, enquanto especialistas em doenças infecciosas e virologia examinarão os resultados e sua importância em relação às informações coletadas sobre infecções por coronavírus. O envolvimento de duas universidades suecas fortaleceu ainda mais o projeto em questão.

Assista à simulação:

Fonte: Canaltech

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