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Incorporação da Eletrosul pela CGTEE é aprovada por acionistas

Rita Azevedo

Segundo a Eletrobras, a empresa resultante irá se chamar CGT Eletrosul Companhia de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Sul do Brasil A Eletrobras informou que a incorporação da Eletrosul pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) foi aprovada nas assembleias gerais extraordinárias realizadas nesta quinta-feira (2).

A união das subsidiárias era contestada. A discordância envolvia o fato de uma empresa de porte menor e deficitária — a CGTEE — absorver outra mais robusta e com saúde financeira — a Eletrosul.

Em agosto de 2019, uma liminar concedida pela 2ª Vara Federal de Florianópolis interrompeu as assembleias, mas ela acabou revogada em novembro.

Segundo a Eletrobras, a empresa resultante passará a ser chamada de CGT Eletrosul Companhia de Geração e Transmissão de Energia Elétrica do Sul do Brasil e será sediada em Florianópolis (SC).

Capacidade de geração de 2 mil megawatts

A unificação das operações das duas subsidiárias da Eletrobras no Sul dará origem a uma empresa com capacidade de geração de 2 mil megawatts (MW), com empreendimentos de geração hidráulica, térmica, eólica e solar, conforme comunicado divulgado pela companhia.

A nova empresa terá participação societária nas hidrelétricas Jirau (20%), em Rondônia, e Teles Pires (24,7%), situada entre Mato Grosso e Pará, e irá atuar no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e no Mato Grosso do Sul.

O objetivo da operação, segundo a Eletrobras, foi consolidar uma atuação única e integrada na região Sul, ganhando eficiência operacional e promovendo a melhoria de processos e a otimização de resultados.

“A partir de agora, temos uma companhia ainda mais forte e consolidada na região, reunindo a qualidade técnica e a tradição de mais de 50 anos da Eletrosul com a vasta experiência da CGTEE em geração térmica”, disse Antonio Carlos Nascimento Krieger, presidente da CGT Eletrosul.