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Incomodado com perseguição, Renato Gaúcho indica saída, e Flamengo avalia demissão

·2 min de leitura

Como esperado, após a derrota na final da Libertadores a situação de Renato Gaúcho no comando do Flamengo ganhou contornos de fim de casamento. O técnico incidou a saída, que já vinha amadurecendo desde as ameaças a sua filha, Carol Portaluppi, nas redes sociais.

Incomodado com a perseguição diante de pouco tempo para conseguir efetivamente trabalhar, voltou a deixar o cargo à disposição no Uruguai com o vice-campeonato para o Palmeiras. A diretoria do Flamengo, que já convivia com cobranças pela troca de comando, desta vez vai interromper o trabalho.

Os dirigentes chegaram de Montevidéu e o vice de futebol Marcos Braz colocou panos quentes, mas no vestiário do Centenário o clima entre funcionários era de que o técnico já tinha caído. E entre a diretoria a decisão sobre a não permanência já era um consenso que nem precisou ser verbalizado literalmente.

"Se hoje o Flamengo tivesse ganho, as pessoas teriam me perguntado se eu ia renovar o contrato para o ano que vem. Eu já to vacinado quando a isso no Brasil. Amanhã todo mundo vai criticar. No Brasil só é bom quem ganha", disse um abatido Renato na entrevista coletiva.

Apesar da boa relação com os jogadores, entre o elenco a descrença no futuro do trabalho de Renato Gaúcho bateu forte. A comissão técnica e a diretoria deram apoio até onde deu. Agora, as partes vão discutir se haverá comum acordo ou se Renato será demitido.

Tudo isso deve ser definido até esta segunda-feira. Renato não está confortável para comandar o time diante do Ceará no Maracanã em virtude dos últimos xingamentos da torcida nos jogos do Brasileiro que perdeu.

A permanência do técnico no Flamengo em 2022 não estava condicionada por nenhum tipo de acordo de renovação automática do contrato, válido até o fim de dezembro. Não há gatilho em caso de o presidente Rodolfo Landim ser reeleito. O martelo pela saída será batido a qualquer momento pelo mandatário.

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