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Incerteza com a economia pode voltar a subir, alerta FGV

Alessandra Saraiva
·2 minuto de leitura

No cenário atual, é possível perceber uma piora nas condições sanitárias envolvendo covid-19 no mundo A queda da incerteza com a economia brasileira registrou em outubro o menor ritmo em seis meses, devido às dúvidas em relação à evolução da pandemia no país, alertou a economista Anna Carolina Gouvea, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ela fez a observação ao comentar o recuo de 2 pontos no Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da fundação entre setembro e outubro, para 143,8 pontos, anunciado hoje. Na sequência de queda de seis meses do índice, essa foi a menos intensa, observou a especialista. Ela não descartou possibilidade de o indicador voltar a subir nos próximos meses. A economista comentou que, no cenário atual, é possível perceber uma piora nas condições sanitárias envolvendo covid-19 no mundo. Ela destacou que, no momento, existe segunda onda da doença na Europa; e não está claro se isso também poderia ocorrer no Brasil, afirmou ela. "Isso faz crescer incerteza em relação à ao andamento da atividade econômica no Brasil, para os próximos meses" comentou ela. Outro aspecto mencionado por ela é que também há dúvidas sobre como essa piora, no número de casos e mortes na Europa, poderia afetar a avaliação de investidores estrangeiros em relação a mercados emergentes, como Brasil. "Existe a questão do mercado financeiro, que está preocupado com a falta de um plano crível por parte da economia brasileira", lembrou ela, citando recente fuga de investidores estrangeiros em relação a títulos brasileiros, este ano. Ao ser questionada sobre qual seria melhor estratégia para tentar fortalecer novamente o ritmo de queda de incerteza com a economia, a especialista reiterou necessidade de planejamento mais confiável, por parte do Ministério da Economia, para lidar com a atual crise. Ela defendeu, ainda, uma veiculação mais clara dos próximos passos para as contas públicas brasileiras, e diminuição de ruído nas articulações entre Congresso e governo. "Também ajudaria se houvesse mais boas notícias no nosso cenário [macroeconômico] e alguma notícia muito positiva em relação à vacina" disse, acrescentando, no entanto, que não há sinais de que essas notícias possam ocorrer, até o momento.