Início de greve na Espanha já tem 32 detidos e 12 feridos

Madri, 14 nov (EFE).- A greve geral na Espanha começou nesta quarta-feira com uma adesão "em massa", de acordo com os sindicatos, e uma incidência desigual, segundo o Governo, assim como incidentes que deixaram o saldo de 32 detidos e 12 feridos, quatro deles policiais.

O protesto, convocado pelos sindicatos e organizações sociais contra as políticas de cortes do Governo, é a segunda greve geral que enfrenta o Executivo de Mariano Rajoy desde dezembro, quando assumiu o poder.

As centrais sindicais informaram que houve uma enorme adesão nos grandes setores industriais e de serviços, assim como nos mercados, em grandes obras de infraestrutura e nas indústrias energéticas.

O Governo, no entanto, assinalou que a greve tem uma incidência desigual nos mercados e baixa no transporte, e registrou o fechamento pontual de algumas fábricas de automóveis.

A diretora geral de Política Interna, Cristina Díaz, disse à imprensa que estão sendo cumpridos os serviços mínimos pactuados com as centrais sindicais e que não há grandes alterações, apesar de alguns distúrbios terem terminado com detenções e feridos, a maior parte deles na capital espanhola.

A greve forçou o cancelamento de 131 voos nas primeiras horas do dia. Das 2.322 viagens programadas para hoje, 1.344 estão protegidas pelo acordo.

O secretário-geral do sindicato CCOO, Ignacio Fernández Toxo, acusou o Governo de aplicar "medidas suicidas", enquanto o líder de UGT, Cándido Méndez, pediu aos cidadãos que façam uma greve de consumo e não comprem nada durante o dia de hoje. EFE

Carregando...