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Impressora 3D é usada para imprimir imãs na Rússia

Gustavo Minari
·3 minuto de leitura

Hoje em dia quase tudo pode ser produzido em uma impressora 3D. Móveis, utensílios domésticos e até casas inteiras ganham formas tridimensionais graças à tecnologia que está cada vez mais acessível. Mas agora, cientistas da Universidade de Ural, na Rússia, provaram que é possível imprimir imãs com propriedades adequadas para vários tipos de aplicações.

Os sistemas magnéticos feitos em impressoras 3D podem ser usados em praticamente todos os campos. Na medicina, por exemplo, eles poderiam ser implantados em braços robóticos cirúrgicos, capazes de desobstruir artérias ou colocar stents.

Os imãs impressos também seriam muito bem vindos em futuras missões espaciais.“Serão ímãs baseados em compostos de samário e cobalto. Eles podem ser usados ​​em submarinos, em estações espaciais ou navios. Ou seja, naquelas áreas onde há mudanças de temperatura muito fortes e precisamos de ímãs com propriedades especiais em termos de estabilidade ", disse o professor Aleksey Volegov.

Multiuso

Além de imãs poderosos, projetados para situações extremas, os cientistas planejam produzir compostos mais simples, feitos a partir de uma liga de neodímio, ferro e boro que podem funcionar em temperaturas normais.

Atualmente, imãs com estas propriedades mais comuns, são usados na fabricação de smartphones, unidades de disco rígido e em sensores instalados em motores da indústria automotiva. A Tesla já utiliza uma variedade muito grande de imãs em componentes que fazem parte dos motores elétricos de última geração produzidos pela empresa.

Veja no vídeo abaixo como os campos magnéticos fazem o motor do Tesla Model 3 funcionar:

Impressão 3D

Para conseguir imprimir imãs cada vez menores e eficientes, os cientistas utilizam metal em pó. Como existem poucas impressoras no mundo capazes de trabalhar com este tipo de material, eles usam um modelo alemão que possui um painel de configurações totalmente customizável.

Todo o processo de fusão dos materiais é feito durante a impressão do imã. Eles utilizam feixes de laser para endurecer e reduzir a porosidade do metal.“A impressora permite a obtenção de amostras de pós metálicos por meio das tecnologias de fusão seletiva a laser e sinterização seletiva a laser. No primeiro caso, as partículas do pó são totalmente refundidas, no segundo, elas são ligeiramente derretidas próximo à superfície”, explica o professor Volegov.

Magnetismo

As amostras produzidas pelos cientistas russos ainda precisam ser magnetizadas após a impressão. De acordo com o professor Volegov, para que a impressora consiga imprimir imãs que não necessitem de pós-processamento é preciso programá-la para trabalhar com materiais metálicos específicos.

Este tipo de programação não é fácil de fazer pois requer uma precisão muito grande sobre as características de cada metal a ser utilizado. Os pesquisadores calculam que pode levar de seis meses a alguns anos para que o imã saia da impressora com todas as suas propriedades magnéticas.

Com a popularização das impressoras 3D e os avanços da tecnologia de materiais, em breve será possível imprimir quase tudo que seja feito de plástico, polímero e agora também de metal.

O que você gostaria de imprimir em uma impressora 3D de última geração? Comente.

Fonte: Canaltech

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