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CPI da Covid: Imprensa internacional repercute relatório final que 'enquadra' Bolsonaro em 10 crimes

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Foto: Andre Borges/Getty Images
Foto: Andre Borges/Getty Images
  • Relatório final deve ser lido nesta quarta-feira (20)

  • Além do presidente Bolsonaro, ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello deve constar como um dos indiciados

  • Imprensa internacional destacou supostos crimes que serão imputados ao presidente no documento

Antes mesmo da leitura do relatório da CPI da Covid, no Senado, o texto que será votado pelos parlamentares nesta quarta-feira já repercutiu internacionalmente. O documento foi tema de reportagens nos maiores jornais do mundo, com direito a destaque na página principal das publicações.

Na terça-feira, o britânico The Guardian estampou foto do presidente Jair Bolsonaro no alto da página. A reportagem ressaltou que o relatório deve indiciar o presidente por uma série de crimes.

O The Guardian descreveu a minuta do relatório — que foi antecipado pela imprensa brasileira — como um "retrato devastador da negligência, incompetência e negação anticientífica", que foi a resposta do governo Bolsonaro à pandemia.

O periódico britânico também ressaltou que o documento produzido pelo Senado sustenta que Bolsonaro agiu de forma “deliberada e consciente” para adiar a compra de vacinas e, com isso, condenou desnecessariamente milhares de brasileiros à morte prematura.

O New York Times destacou que o relatório conclui que Bolsonaro deixou propositalmente o coronavírus matar os brasileiros, em uma tentativa fracassada de imunidade coletiva.

O jornal americano também lembrou que é incerto se o relatório resultará em acusações criminais contra "um líder que se recusou a levar a sério a pandemia".

Nesta quarta, a emissora BBC destacou as mudanças recentes na lista de acusações contra o presidente e também ressaltou que não há garantia de que a investigação de seis meses levará a um processo criminal.

"O presidente Bolsonaro considerou a investigação do Congresso como politicamente motivada. Ele frequentemente se posicionou contra lockdowns, máscaras e vacinas", ressalta a reportagem.

A versão mais recente recomenda o indiciamento de Bolsonaro por 10 crimes. Foram mantidas mantidas acusações por charlatanismo, prevaricação e crime de epidemia, dentre outras, mas o documento final vai excluir acusações de genocídio e homicídio doloso, quando há intenção de matar, por demora na compra de vacinas contra o novo coronavírus.

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