Imprensa estrangeira em Israel critica bombardeio de sedes jornalísticas

Jerusalém, 18 nov (EFE).- A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, na sigla em inglês) manifestou neste domingo sua "preocupação" pelo bombardeio israelense de dois edifícios em Gaza que abrigam meios de comunicação, inclusive internacionais, e no qual ficaram feridos seis jornalistas palestinos.

A FPA detalha que "um dos edifícios abriga ou foi empregado" pela emissora britânica "Sky News", a televisão coreana "MBC", a cadeia árabe via satélite "Al Arabiya", a empresa pública austríaca de radiodifusão "ORF" e "outros meios audiovisuais europeus". A outra sede bombardeada abriga a audiovisual alemã "ARD".

A associação lembra em comunicado que o Conselho de Segurança da ONU, "alguns de cujos membros permanentes têm meios de comunicação nos edifícios atacados", aprovou por unanimidade em 2006 uma resolução de condenação aos "ataques contra jornalistas em situações de conflito".

Pelo menos seis jornalistas palestinos ficaram feridos, um deles em estado grave, quando helicópteros e navios de guerra israelenses bombardearam o escritório do canal por satélite "Al Quds", do movimento islamita Hamas.

Os escritórios se encontram no oitavo andar de um edifício do centro de Gaza que abriga também os escritórios de vários jornalistas e cadeias de televisão.

Um fotógrafo sofreu graves ferimentos na perna, que precisou ser amputada, segundo pôde constatar a Agência Efe.

O Exército israelense indicou que o bombardeio estava dirigido contra "dois locais da comunicação operacional do Hamas identificados com informação precisa dos serviços de inteligência".

"A fim de minimizar o dano a pessoas não envolvidas, o Exército só atacou os aparelhos de comunicação que estavam localizados no teto do edifício, e não a instalação de operações do Hamas, situada em um dos andares", detalhou em comunicado.

A Força Aérea lançou um segundo bombardeio contra um edifício "que também era parte da comunicação operacional do Hamas que estava deliberadamente situado no teto do edifício, no qual se encontram os escritórios de vários meios de comunicação internacionais", acrescentou. EFE

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