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Imposto de importação será reduzido em 10%; veja impactos

·3 min de leitura
Apesar da redução no imposto, taxa de câmbio ainda será fator principal para preços de importados. (Foto: Getty Creative)
Apesar da redução no imposto, taxa de câmbio ainda será fator principal para preços de importados. (Foto: Getty Creative)
  • Governo anunciou na última sexta-feira que reduzirá temporariamente 10% imposto de importação; 

  • Redução vale para 87% dos produtos importados de fora do Mercosul;

  • Apesar da redução, efeito deve ser limitado para preços nacionais, segundo especialistas;

Nesta última sexta-feira (5), o Governo Federal anunciou que até o final do ano de 2022, irá temporariamente reduzir 10% do imposto de importação incidente sobre grande parte das compras feitas pelo país no exterior. Por outro lado, segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil, isso deve ter um efeito limitado na redução de preços para a população, segundo especialistas. As principais causas para isso são a inflação que atinge diversos países, incluindo grandes fornecedores do Brasil, e o câmbio desvalorizado.

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Entre os vilões da inflação, estão os altos preços das commodities, entre eles, o do petróleo, e uma grande demanda conforme as economias reabrem têm encarecido os custos de produção e levado à escassez de alguns produtos como chips para eletroeletrônicos e veículos, por exemplo. A redução vale para 87% dos produtos importados de fora do Mercosul, antecipando um acordo do bloco. 

Segundo o governo, o corte no imposto busca “facilitar o combate aos efeitos da pandemia do coronavírus/Covid-19 na economia nacional”. Segundo a nota divulgada na sexta-feira, a decisão foi tomada ao amparo de artigo do Tratado de Montevidéu do Mercosul que prevê a possibilidade de adoção de medidas voltadas para a proteção da vida e da saúde das pessoas.

Os impactos da medida, segundo os especialistas

Ulisses Ruiz de Gamboa, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirmou à CNN Brasil que o efeito da redução é positivo, mas acaba sendo limitado pela curta duração. O governo informou que o corte durará apenas até 31 de dezembro de 2022. Para ele, a notícia é positiva porque a economia brasileira é “bem fechada”, algo que ajuda a proteger os produtos nacionais, mas pode encarecer os preços devido à grande importação de insumos.

“Em uma situação normal, se a produção estrangeira é mais barata, há mais concorrência entre produtos importados e nacionais, e os preços caem, reduzindo a inflação. No momento, não vejo esse ganho porque lá fora os preços estão subindo também”, disse Ulisses. O professor também completou que a produtividade pode subir, de maneira em que as indústrias nacionais conseguem importar insumos mais baratos e novas tecnologias. Assim, os custos de produção caem e a produtividade sobe, o que ajuda a reduzir os preços e ajudar com a inflação. Isso ocorreria, porém, no médio prazo, e não em apenas um ano.

Já Juliana Inhasz, professora do Insper, afirmou à CNN Brasil que o corte deve afetar pouco os preços dos produtos porque hoje o que mais pesa nos importados é a taxa de câmbio. “Para alguns produtos, esse corte pode ter mais peso. Mas ele em si não fará as pessoas consumirem mais ou menos.”, completou à professora, que acrescentou que como os produtos são importados em dólar, e então convertidos para reais, a professora considera que novas altas da taxa de câmbio reverteriam qualquer queda de preço. 

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