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Importadores privados da China talvez precisem de soja dos EUA

Bloomberg News
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Importadores privados da China talvez precisem de soja dos EUA

(Bloomberg) -- Importadores comerciais de soja da China devem continuar a comprar dos Estados Unidos para cobrir um déficit no fim do ano, apesar das crescentes tensões bilaterais, segundo uma influente consultoria agrícola chinesa.

Esmagadoras ainda não compraram suprimentos suficientes, considerando que a criação de suínos deve se recuperar e a demanda por farelo de soja usado para ração crescer, de acordo com a Shanghai JC Intelligence.

As compras de importadores comerciais podem oferecer algum consolo ao mercado cada vez mais preocupado com o agravamento das relações entre os governos de Pequim e Washington. Os países têm trocado farpas sobre vários temas, desde as origens do coronavírus até a nova legislação de segurança em Hong Kong. Em meio às tensões, o governo chinês ordenou que importadores estatais suspendam a compra de alguns produtos agrícolas americanos, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Mas as compras comerciais estão isentas da suspensão, e esmagadoras precisam de mais grãos para o quarto trimestre e primeiros dois meses de 2021, geralmente uma temporada de pico para as vendas dos EUA. Além disso, a menor oferta no Brasil elevou os prêmios exigidos para essas cargas, o que aumenta o apelo da nova safra dos EUA, disse Monica Tu, analista da Shanghai JC Intelligence.

“As esmagadoras precisarão comprar pelo menos 20 milhões de toneladas para suprir as necessidades até lá, independentemente das compras feitas por reservas estatais”, disse Monica, acrescentando que as processadoras devem agir com cautela até que tenham uma imagem mais clara do futuro das relações EUA-China e devido ao enfraquecimento das margens.

Rolagem

Processadoras ainda precisarão dessa quantidade, mesmo após a rolagem estimada de 10 milhões de toneladas de soja para o quarto trimestre após a chegada de grandes volumes de soja brasileira entre maio e julho, disse a analista. A China deve importar um recorde de 10 milhões de toneladas por mês durante esse período.

Antes da ordem para suspender as compras, as estatais haviam aumentado a importação de soja e milho dos EUA na tentativa de cumprir os compromissos sob o acordo comercial da primeira fase. O país estava atrasado na promessa de comprar cerca de US$ 36,5 bilhões em produtos neste ano devido às interrupções causadas pela pandemia de coronavírus.

A distribuidora de grãos estatal Sinograin e a Cofco, maior processadora de alimentos, fazem importações em nome do governo para reservas nacionais. As estatais podem acessar 60% das 7,2 milhões de toneladas de importações de milho que a China permite anualmente sob as cotas de baixa tarifa. Embora a suspensão das compras tenha impacto sobre as importações dessas empresas para o governo, também poderão comprar para suas próprias unidades comerciais de soja.

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