Mercado fechará em 2 h 9 min
  • BOVESPA

    109.727,31
    -58,98 (-0,05%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.511,77
    -224,71 (-0,53%)
     
  • PETROLEO CRU

    45,49
    +0,58 (+1,29%)
     
  • OURO

    1.809,30
    +4,70 (+0,26%)
     
  • BTC-USD

    18.981,65
    -284,99 (-1,48%)
     
  • CMC Crypto 200

    376,96
    +6,44 (+1,74%)
     
  • S&P500

    3.623,68
    -11,73 (-0,32%)
     
  • DOW JONES

    29.863,79
    -182,45 (-0,61%)
     
  • FTSE

    6.391,09
    -41,08 (-0,64%)
     
  • HANG SENG

    26.669,75
    +81,55 (+0,31%)
     
  • NIKKEI

    26.296,86
    +131,27 (+0,50%)
     
  • NASDAQ

    12.099,00
    +23,00 (+0,19%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3437
    -0,0532 (-0,83%)
     

A importância do Data Protection Officer para a LGPD

Eduardo Tardelli
·3 minuto de leitura

Desde setembro deste ano, a Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor, deixando as organizações sujeitas a multas e penalizações, caso não cumpram suas obrigatoriedades. E, apesar de ter sido sancionada em 2018, ela está gerando preocupação só agora, pois a maioria das empresas decidiu deixar para a última hora, começando as adequações somente neste ano, sem prever a pandemia do coronavírus.

Além de pensar em novas formas de gerir os negócios para se manter no mercado com a crise, essas companhias precisam também implementar novas práticas e controles a fim de garantir o cumprimento da nova lei. Mas, além da preocupação com as multas, é preciso entender que o objetivo principal da LGPD é extremamente importante, tanto para a sociedade, quanto para as organizações em si.

A partir de agora, e mais do que nunca, é necessário entender as diretrizes dessa nova lei e seu objetivo, para que fique mais fácil saber quais processos internos devem ser alterados e o porquê disso. Em paralelo, investir na conscientização coletiva da equipe como um todo para haja o cumprimento das normas e uma boa conduta é essencial, além da adoção da “cultura de proteção e segurança dos dados”, o que configura uma real mudança de mindset, uma tarefa desafiadora para muitas companhias

Neste contexto, é obrigatório definir uma das peças-chave desta nova legislação: o Data Protection Officer (DPO), ou seja, a pessoa que será encarregada de cuidar das questões referentes à proteção dos dados de seus clientes. Esse profissional terá como principal objetivo formar um programa de compliance focado na segurança da informação e no cumprimento da legislação e de suas normas.

Para que exerça seu papel, o DPO precisa estar totalmente informado das leis de segurança da informação, não só no Brasil, como no mundo, principalmente se a empresa tem ligações com outros países. Além disso, ele deve mostrar aos clientes quais são os dados que a empresa precisa coletar e o que será feito com cada um deles, mantendo-os seguros, de forma ética e segura por meio de boas práticas, condutas, ferramentas e controles.

Além disso, é o Data Protection Officer que recebe as reclamações e comunicações dos titulares, presta esclarecimentos e adota providências, recebe comunicações da autoridade nacional e toma as devidas providências, comunica e orienta aos colaboradores e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem implementadas em relação à proteção de dados pessoais, e executa as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em normas complementares.

Ao definir um DPO, a organização consegue garantir uma maior assertividade às suas iniciativas, mitigando, dessa forma, futuros riscos com multas. A presença deste profissional também contribui para uma percepção positiva da empresa perante o mercado, pois demonstra que existe uma estrutura sólida dedicada à segurança das informações. Por fim, vale ressaltar que a LGPD é um assunto levado a sério por investidores internacionais; sendo assim, quem investe em ações para garantir a segurança no ambiente dos dados está à frente da concorrência.

É inegável que a profissão de DPO veio para ficar, e será fundamental para monitorar, fiscalizar, orientar e fazer a ponte entre os titulares dos dados e as empresas. Seu papel deve ser valorizado e bem pontuado em negócios que desejam oferecer políticas internas e externas de dados de maneira mais segura e transparente!

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: