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Histórico! Como um implante cerebral curou a depressão profunda desta mulher

·2 minuto de leitura

Cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), desenvolveram um implante elétrico experimental que promete detectar e tratar a depressão profunda. Há um ano, eles instalaram o dispositivo no crânio de uma mulher de 36 anos, chamada Sarah. E atualmente, os primeiros frutos do projeto são animadores: a participante do estudo afirma que o dispositivo trouxe mudanças positivas para sua vida e seu comportamento.

O implante, que tem o tamanho de uma caixa de fósforos, é acoplado no osso craniano, sob o couro cabeludo, em cirurgia minimamente invasiva. O aparelho emite cerca de 300 impulsos elétricos por dia, o que equivale a meia hora de estimulação. Sarah não sente exatamente esses impulsos percorrendo seu cérebro, mas descreve uma sensação súbita de positividade e estado de alerta. Apesar de estar funcionando muito bem com ela, segundo os próprios pesquisadores, ainda não é possível afirmar com convicção se o dispositivo pode ajudar outros pacientes com depressão profunda.

Resultado imediato

Segundo a paciente, logo que despertou da anestesia após a cirurgia, sentiu uma onda de euforia, e dentro de algumas semanas, seus pensamentos suicidas, que eram recorrentes, desapareceram. Um ano depois, Sarah permanece colhendo os frutos do dispositivo, sem efeitos colaterais.

"Nunca fomos capazes de fazer esse tipo de terapia personalizada na psiquiatria", conta Katherine Scangos, professora adjunta da Universidade da Califórnia e líder do projeto. "O sucesso, por si só, já um avanço incrível do nosso conhecimento sobre as funções cerebrais que levam à doença mental".

"Marca-passo" cerebral

(Imagem: Fakurian Design/Unsplash)
(Imagem: Fakurian Design/Unsplash)

O aparelho dispara cerca de 300 impulsos elétricos por dia no cérebro. É um experimento audacioso, mas que vem trazendo qualidade de vida e novas perspectivas à paciente, que, agora, enxerga motivos para viver com positividade. "Minha depressão foi controlada e isso me permitiu reconstruir uma vida que realmente vale a pena", conta a paciente.

Representação gráfica do dispositivo acoplado ao crânio (Imagem: UCSF/Nature Medicine)
Representação gráfica do dispositivo acoplado ao crânio (Imagem: UCSF/Nature Medicine)

Na prática, o dispositivo localiza os "circuitos da depressão" no cérebro, e faz o que é chamado de estimulação cerebral profunda. Os pesquisadores encontraram uma área chamada corpo estriado ventral, na qual a estimulação eliminou os sentimentos de depressão. Eles também perceberam uma área de atividade cerebral na amígdala que poderia prever quando seus sintomas eram mais graves.

No entanto, apesar do grande avanço, isso é só o começo: há muitos outros degraus a serem galgados até determinar se essa terapia pode ajudar mais pessoas com depressão severa. Confira o artigo científico publicado na Nature Medicine.

Fonte: Canaltech

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