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Impasse com precatórios e IR aumenta pressão para prorrogar auxílio emergencial

·2 minuto de leitura

BRASÍILA – A dificuldade do governo em resolver o pagamento dos precatórios e a falta de previsão orçamentária para custear o novo programa social do governo, o Auxílio Brasil, têm feito crescer a pressão para se estender o auxílio emergencial, que termina mês que vem.

Uma parte do integrantes do governo quer aprovar o Auxílio Brasil de R$ 300 para 17 milhões, com solução para precatórios e a reforma do Imposto de Renda em 30 dias.

Outra parte, a mais política, torce para a prorrogação do auxílio emergencial, maior e para o dobro de pessoas, o que pode ser mais danoso para o equilíbrio orçamentário, inclusive com a possibilidade de que essa despesa fique "fora"do teto, piorando a situação fiscal .

Com a proximidade do ano eleitoral, integrantes do governo pressionam para elevar, ao máximo possível, os gastos sociais. O próprio presidente Jair Bolsonaro já disse, diversas vezes, que gostaria que o novo benefício fosse de R$ 400.

Aliados temem o impacto na popularidade do presidente com o fim do Auxílio Emergencial, que pode deixar 25 milhões de pessoas sem os recursos, grupo que não migrará automaticamente para o Bolsa Família, que hoje atende 14,6 milhões de famílias com benefício médio de R$ 192.

Programa de R$ 62 bilhões

O novo programa social que substitui o Bolsa Família prevê pagamento de benefício médio mensal de R$ 300 para 17 milhões de pessoas, a um custo de cerca de R$ 62 bilhões.

Se isso não ocorrer, o governo não poderá criar o programa social no próximo ano, medida proibida em ano eleitoral. Assim, ampliaria a pressão para a prorrogação do Auxílio Emergencial.

Porém, integrantes do governo preocupados com a questão fiscal defendem que o Auxílio Brasil manteria a estabilidade econômica e que outras soluções seriam aventuras que poderiam repercutir de forma negativa nas contas públicas e no mercado financeiro.

Além da questão do Auxílio Brasil, não está descartado algum tipo de benefício para o gás, que subiu 40% este ano, e uma alternativa para as famílias que perderão o Auxílio Emergencial, mas não se enquadrarão no Auxílio Brasil.

Mas isso só tende a avançar com mais velocidade, após a garantia de que o principal programa social do governo, umas das vitrines eleitorais de 2022, saia de fato do papel.

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