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Impactos de rochas espaciais podem explicar as diferenças entre a Terra e Vênus

·3 minuto de leitura

Em um novo estudo, pesquisadores realizaram várias simulações para entender melhor o porquê de Vênus e a Terra, planetas que têm aproximadamente o mesmo tamanho e massa, serem tão diferentes. Eles descobriram que rochas espaciais podem ter atingido ambos os planetas quando ainda eram “bebês”, mas aquelas que passaram pela Terra teriam ido para nosso vizinho. Assim, essa diferença nos impactos primordiais pode, talvez, explicar o motivo pelo qual a Terra tem condições mais amigáveis e água líquida, enquanto Vênus tem pressões atmosféricas e temperaturas "infernais".

Geralmente, os cientistas acreditam haver dois diferentes cenários quando o assunto são as colisões pelas quais os jovens planetas podem enfrentar: os objetos podem passar pertinho um pelo outro, se chocar e seguir viagem ou dois protoplanetas podem se juntar por meio do processo de acreção, que dá origem a um planeta maior. Para os cientistas planetários, as colisões do primeiro tipo acabam, eventualmente, levando à acreção — como os objetos que atingem um ao outro precisam ter órbitas que se cruzam, eles iriam colidir mais vezes e, em algum momento, iriam se unir.

Contudo, trabalhos anteriores conduzidos por Erik Asphaug, cientista planetário da Universidade do Arizona, junto de seus colegas, sugerem que este pode não ser o caso. Para ele, os planetas precisam de condições especiais para se fundirem (como baixas velocidades de impacto), de modo que o primeiro cenário das colisões provavelmente foi bem comum na juventude do Sistema Solar. Assim, ele e outros pesquisadores começaram a questionar o que teria acontecido para Vênus e a Terra terem se desenvolvido de formas tão diferentes.

Na época do Sistema Solar primordial, várias colisões entre protoplanetas, como a da ilustração acima, podem ter acontecido (Imagem: Reprodução/JPL-Caltech/NASA)
Na época do Sistema Solar primordial, várias colisões entre protoplanetas, como a da ilustração acima, podem ter acontecido (Imagem: Reprodução/JPL-Caltech/NASA)

Para ele, é possível que Vênus tenha “seguido por um caminho errado” e, para descobrir que caminho seria esse, a equipe realizou milhares de simulações computacionais em que protoplanetas do tamanho de Marte atingiram Vênus e a Terra, ambos à distância do Sol que têm hoje. Como resultado, eles descobriram que, em metade das vezes, os protoplanetas passavam pertinho da Terra, mas sem colidir diretamente — metade desses impactadores que escaparam teriam atingido Vênus.

Esses impactos ajudaram a reduzir a velocidade dos objetos, o que os ajudou a passar pela acreção em Vênus. “Você tem esse desequilíbrio em que as coisas que atingiram a Terra, mas não ficam, tendem a parar em Vênus”, explicou Asphaug. “Temos uma explicação fundamental do porquê de Vênus acabar tão diferente da Terra”, completou. Se isso tiver realmente acontecido, pode haver diferenças significativas na composição dos dois planetas, e talvez isso explique a ausência de uma lua e campo magnético em Vênus, bem como sua rotação lenta.

A ideia se encaixa em um debate crescente entre os cientistas planetários, que investigam como o Sistema Solar se desenvolveu. Será que a nossa vizinhança tem uma história violenta, com várias colisões gigantescas, ou tudo aconteceu mais tranquilamente, com os planetas crescendo lentamente através de pedaços de rochas se unindo? Ainda não se sabe ao certo, mas, dependendo do cenário que for verdade, os planetas rochosos do Sistema Solar deveriam mostrar variações em suas composições e estrutura.

Felizmente, os cientistas conhecem muito bem a química e a estrutura de um planeta — a Terra. A má notícia é que o histórico inicial do nosso mundo foi alterado devido à atividade geológica e pelas placas tectônicas. “Vênus é o elo perdido”, afirma Seth Jacobson, cientista planetário da Michigan State University. “Aprender mais sobre a química e o interior de Vênus vai nos ajudar a entender melhor se houve um impacto gigante ou não”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Planetary Science Journal.

Fonte: Canaltech

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