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Impactos da pandemia no e-commerce brasileiro

Stephanie Kohn

O COVID-19 chegou obrigando governos a restringir a movimentação de pessoas e fazendo a sociedade mudar hábitos e se adaptar. Segundo previsão da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), a incerteza econômica causada pelo Covid-19 deve custar US$ 1 trilhão à economia global em 2020. 

O maior impacto é esperado em empresas relacionadas a turismo, eventos e comércio físico. A Organização Mundial do Comércio classificou o impacto da doença no varejo como “brutal”. A mudança de comportamento dos consumidores, no entanto, deve representar um crescimento de 25% nas compras online de mantimentos, segundo um relatório recém-publicado pela McKinsey & Company. 

Segundo dados exclusivos da Intelipost, empresa focada em tecnologia inteligente para logística, já é visível o aumento nos pedidos online na comparação com o mesmo período do ano passado. Confira a seguir a comparação no número de pedidos entre os períodos de 26 de fevereiro e 17 de março dos anos de 2019 e 2020 e como as empresas estão se preparando para este momento:

De acordo com o estudo, houve um aumento de 37% em pedidos em 2020 comparado com o mesmo período de 2019. Os setores com maior destaque são: Alimentos & Bebidas (30,6%), Saúde, Cosméticos e Cuidados (55,4%). São Paulo e Rio de Janeiro puxaram a alta, com incremento de 32% e 52%, respectivamente.

Futuro

A Intelipost conversou com 15 empresas para entender quais desafios elas estão enfrentando com os impactos da pandemia. Entre as principais mudanças, trabalho remoto e redução na quantidade de funcionários, manutenção de temperaturas e higienização dos espaços de trabalho. 

Algumas empresas já esperam uma queda na receita e cogitam suspender temporariamente as operações. Todas permanecem em alerta para novas recomendações das autoridades. Existe uma oportunidade para o e-commerce mostrar o valor da conveniência e, de forma geral, o apelo das empresas é que a população evite compras em quantidades exageradas e que as transportadoras tentem, ao máximo, manter as condições de coleta e entrega.

O cenário ainda é de incerteza e dúvidas, com mudanças importantes acontecendo todos os dias. Nesse contexto, existem alguns riscos que podem impactar fortemente os setores: 

• Proibição de trabalho em Centros de Distribuição, para evitar aglomerações; 

• Paralisação de 100% das operações de embarcadores e transportadoras nas próximas semanas;

• Risco de restrições de entregas em algumas regiões; 

• Problemas na cadeia de suprimentos que afete o abastecimento, especialmente para produtos essenciais; 

• Risco de rupturas sobre produtos essenciais; 

• Preocupações com a queda de receita e como mitigar os prejuízos ao longo do ano.

Fonte: Canaltech

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