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Impacto de sonda japonesa no asteroide Ryugu soltou mais de 200 rochas

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

Os pesquisadores da missão japonesa Hayabusa2 encontraram mais de 200 novas rochas no Ryugu, asteroide que teve amostras coletadas pela sonda em julho de 2019. As rochas “surgiram” por lá quando a Hayabusa2 criou uma cratera na superfície do asteroide.

Foi em abril de 2019, cerca de três meses antes da coleta de amostras, que a sonda espacial acionou um instrumento chamado Small Carry-on Impactor para lançar explosivos que abriram uma cratera no Ryugu. A carga explosiva foi detonada no final da noite do dia 5 daquele mês, sendo lançada a uma velocidade de cerca de 7.240 km/h. O objetivo era mover o material da superfície para que a nave pudesse coletar amostras do interior do asteroide.

Detalhe da superfície do asteroide Ryugu (Imagem: Reprodução/JAXA/Jaumann)
Detalhe da superfície do asteroide Ryugu (Imagem: Reprodução/JAXA/Jaumann)

Com a explosão, pedregulhos foram arremessados em um raio de 30 m de distância do centro da cratera formada pelo impacto. Isso deu aos cientistas algumas informações importantes sobre alguns processos geológicos dos asteroides. As novas pedras encontradas nessa área tinham de 30 cm a até 6 m de tamanho, e algumas delas foram reviradas pelo impacto mesmo a 40 m de distância do centro da cratera.

A equipe liderada pelo professor Arakawa Masahiko usou um mapa digital do asteroide criado pela sonda e determinou que a espessura dos depósitos de material ejetado no ponto norte da cratera teria entre 1,0 mm a 1,8 cm. Esses depósitos, normalmente chamados de manta de ejecta, são uma cobertura geralmente simétrica de material expelido que envolve a borda da cratera.

Essas descobertas nos processos geológicos de um asteroide real podem ser usadas como referência para simulações de computador. Os cientistas podem agora simular melhor os impactos de pequenos corpos ou impactos artificiais em asteroides quando estiverem planejando futuras missões. Uma dessas missões que podem se beneficiar com essas informações é a Double Asteroid Redirection Test (DART) da NASA, que tem como objetivo descobrir se é possível desviar a rota de um asteroide através de impactos causados por uma sonda.

Fonte: Canaltech

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