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Impacto do coronavírus na economia pode se estender até 2021

Ex-CEO da Cisco Systems, John Chambers, responde às perguntas da mídia durante a cúpula "Choose France", no Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, em 22 de janeiro de 2018. (Crédito da imagem: THIBAULT CAMUS/AFP via Getty Images)

O ex-CEO da Cisco, John Chambers, sabe bem o que fazer diante de grandes crises econômicas. Então, se ele está dizendo que a economia dos Estados Unidos pode não se recuperar tão rapidamente do impacto devastador provocado pelo coronavírus, os investidores devem ouvir atentamente e planejar estratégias adequadas.

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“Eu acho que, infelizmente, esses próximos 12-18 meses serão muito difíceis. É por isso que acredito que a existência de um programa governamental de ajuda financeira às startups é fundamental,” disse Chambers no The First Trade, do Yahoo Finance.

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Chambers foi CEO da Cisco por 24 anos, liderando a gigante da tecnologia pelas profundezas da Bolha da Internet e da Grande Recessão. Hoje, ele dirige a JC2 Ventures – uma empresa de venture capital fundada por ele, que tem participação em 18 startups. Chambers me disse, em uma conversa pelo Zoom na semana passada, que está aconselhando os líderes das empresas do seu portfólio a esperar grandes quedas nas vendas e planejar o crescimento com mais prudência.

“Assim como vimos em 2008 e na Bolha da Internet em 2001, iremos superar essa situação. É aqui que algumas empresas irão se destacar e outras, irão decepcionar,” disse Chambers.

Nada como a demonstração de calma em meio à carnificina do mercado de ações. Mas neste momento o mercado continua a operar sob a visão de que a luz no fim do túnel para a América Corporativa está muito, muito longe.

A preocupação mais urgente, de acordo com os especialistas que conversaram com o Yahoo Finance, é a possibilidade de que algumas empresas grandes e extremamente conhecidas simplesmente quebrem, conforme a economia dos Estados Unidos desacelera até parar, em meio à quarentena e às restrições de viagem impostas pelo coronavírus. O medo de que isso aconteça continua sendo fortemente sentido em ações de companhias aéreas, como a Delta e United Airlines, bem como nas cadeias hoteleiras Marriott, Hyatt e Hilton.

Especialistas afirmam que o governo precisa agir para ajudar indústrias criticamente afetadas, como o setor aéreo. Caso contrário, esse pode ser o fim do jogo para muitas empresas – e para muitos investidores.

Brian Sozzi