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ImmunityBio planeja segunda vacina contra Covid na África do Sul

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A ImmunityBio, empresa americana controlada pelo bilionário de biotecnologia Patrick Soon-Shiong, planeja conduzir um ensaio para uma segunda vacina contra a Covid-19 na África do Sul.

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A nova vacina combinará o uso de ácido ribonucleico, ou RNA, e ácido desoxirribonucleico, ou DNA, além do adenovírus usado em um imunizante já em fase de testes, disse Soon-Shiong em entrevista na semana passada.

A ImmunityBio já realiza ensaios da chamada vacina de células T hAd5 e irá testá-la como reforço para profissionais de saúde sul-africanos que receberam o imunizante da Johnson & Johnson.

Os coordenadores do novo programa “provavelmente começarão o recrutamento em meados de novembro, dependendo da obtenção das aprovações necessárias” da Autoridade Reguladora de Produtos de Saúde da África do Sul e do comitê de ética do ensaio, disse Shabir Madhi, vacinologista da Universidade de Witwatersrand em Joanesburgo, que conduzirá o processo.

Embora farmacêuticas tenham produzido bilhões de vacinas contra a Covid-19 aprovadas para serem distribuídas globalmente, muitas empresas internacionais como a ImmunityBio voltaram a atenção para imunizantes de segunda geração que poderiam ser usados para combater futuras variantes do coronavírus e novas ondas de Covid-19.

A África do Sul já foi campo de uma série de ensaios realizados pela Pfizer, AstraZeneca, Johnson & Johnson, Novavax e Sinovac Biotech. Madhi coordenou as iniciativas da AstraZeneca e Novavax.

A expectativa é que a nova vacina aumente a produção de anticorpos e células T, que matam células infectadas pelo coronavírus.

“Esperamos que isso resolva o problema de anticorpos elevados e imunidade duradoura”, disse Soon-Shiong, acrescentando que o ensaio irá inicialmente abranger as duas primeiras fases do processo de três estágios para a aprovação emergencial ou uso geral.

Em estágio posterior, a ImmunityBio também pode realizar um ensaio com a chamada vacina de subunidade contra a Covid-19, disse Soon-Shiong. As vacinas de subunidade usam fragmentos do vírus para estimular uma resposta imune.

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