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Imaginarium abandona termo Black Friday para ‘exorcizar’ 2020

Marcus Couto
·2 minutos de leitura
Loja da Imaginarium
Loja da Imaginarium

A rede de lojas de objetos de decoração Imaginarium resolveu abandonar o nome “Black Friday” (ou “Sexta-Feira Negra” em inglês) em 2020, por considerar o nome “sombrio” demais para um ano que foi difícil, com crise econômica e pandemia global.

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Segundo o diretor da rede, a loja quis utilizar a oportunidade para propagar mais positividade e alegria, renomeando o período de promoções para “Color Friday”, ou “Sexta-feira Colorida” em inglês.

Em entrevista à Exame, Donato Ramos, diretor da Imaginarium, explica o que motivou a mudança:

“Nossas ações buscam estar alinhadas com o contexto social que todos vivem. Sem dúvidas, o ano de 2020 tem sido um ano desafiador para todos e, nada melhor do que proporcionar alegria por meio de detalhes numa ação como essa.”

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A Imaginarium não é a única a se descolar do termo Black Friday. No mês passado, o presidente do Grupo Boticário, Artur Grynbaum, anunciou em post no Linkedin que a empresa também deixará de usar o termo, mas por outro motivo.

Segundo Grynbaum, a empresa leva em consideração as preocupações em torno da origem do nome e uma suposta relação com a escravatura o racismo:

“A dois meses da “Black Friday” – um dos períodos mais relevantes do ano para o varejo e a data mais importante para o comércio eletrônico em todo o mundo, nos deparamos com um incômodo recorrente: há anos conversamos sobre a possível origem do termo “Black Friday”, sobre a ausência de dados científicos que comprovem que ele realmente não se relaciona à questão da escravatura. Então, respeitando os movimentos que sentem desconforto com o termo, decidimos parar de refletir e começar a agir – não teremos mais o termo Black Friday no Grupo Boticário.”

Segundo a rede de notícias BBC, há anos, rumores circulam na internet de que a origem do nome “Black Friday” estaria ligada a um evento anual em que escravos negros eram vendidos por preços mais baixos nos Estados Unidos para auxiliar os donos de grandes fazendas às vésperas do inverno no hemisfério norte. Ainda de acordo com a BBC, os primeiros registros do uso da expressão “Black Friday” são posteriores à abolição da escravatura nos Estados Unidos. Mas, ainda assim, a polêmica persistiu.

Frente à dúvida, o Boticário preferiu agir preventivamente e se descolar do nome, que ainda causa incômodo entre grupos de defesa de igualdade racial.

Agora, o Boticário utilizará um outro nome para sua semana de descontos: a Beauty Week, ou “Semana da Beleza” na tradução do inglês. No post, Grynbaum provocou os líderes de outras empresas a fazer o mesmo, e repensar o uso da expressão Black Friday.

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