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Imagens de satélite mostram aceleração do derretimento de geleiras

Kaique Lima
·3 minuto de leitura
Imagens de satélite mostram aceleração do derretimento de geleiras
Imagens de satélite mostram aceleração do derretimento de geleiras

Medições feitas por satélite mostraram que o derretimento das geleiras está acontecendo muito mais rápido do que em períodos anteriores. De acordo com as estimativas, a perda de gelo e neve já é cerca de 31% maior do que era 15 anos antes em todas as geleiras de montanhas do mundo. Segundo os cientistas, essa aceleração é causada por ação humana.

Os pesquisadores usaram 20 anos de dados para conseguir calcular que cerca de 220 mil geleiras de montanhas do mundo perderam em torno de 328 bilhões de toneladas de gelo e neve por ano desde 2015. Isso é o suficiente para colocar um país como a Suíça sob quase 7,2 metros de água a cada ano.

Com isso, a taxa anual de derretimento no período entre 2015 e 2019 é 78 bilhões de toneladas maior que era no período entre 2000 e 2004. As taxas globais de desbaste, diferente do volume de água perdida, dobraram nos últimos 20 anos, sendo que metade disso está nos Estados Unidos e no Canadá.

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Isso significa que quase todas as geleiras do planeta estão derretendo, até mesmo as do Tibete, que costumavam ir na contramão das demais e ficar estáveis. Apenas algumas montanhas nas regiões da Islândia e na Escandinávia não vêm tendo sua taxa de derretimento acelerada por serem alimentados pelo aumento da precipitação.

Esse cenário representa que a temperatura global está aumentando e é causado, em sua maior parte, pela queima de carvão, petróleo e gás. Algumas geleiras menores, inclusive, estão desaparecendo completamente.

“Dez anos atrás, dizíamos que as geleiras são o indicador das mudanças climáticas, mas agora elas se tornaram um memorial da crise climática”, disse o diretor do Serviço Mundial de Monitoramento de Geleiras, Michael Zemp, que não fez parte do estudo.

Estudo pioneiro

Coronavírus foi identificado na Antártica
Maior causa do aumento do nível dos oceanos é o derretimento dos mantos de gelo da Antártida e da Groenlândia. Foto: Gagliardi Photography/Shutterstock

Esta foi a primeira vez que imagens 3D foram utilizadas para examinar todas as geleiras da Terra que não estão conectadas a mantos de gelo da Groenlândia e da Antártida. As observações anteriores usaram somente uma fração delas ou estimaram as perdas através de medições de gravidade em órbita, leituras que têm margens de erro maiores e são menos precisas.

A redução do tamanho das geleiras é um problema sério para milhões de pessoas que dependem do derretimento sazonal do gelo para terem água disponível. Além disso, o derretimento rápido pode causar explosões mortais em lagos glaciais, como os que existem na Índia.

Outro problema está relacionado ao aumento do nível do mar, um processo que já está acontecendo e mexendo bastante com a biodiversidade marinha. No entanto, o derretimento das geleiras é um problema mais a longo prazo, já que o maior responsável pela subida do nível dos mares é o derretimento dos mantos de gelo da Groenlândia e da Antártida.

Com informações do Phys.org

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