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Imagens impressionantes mostram rápido derretimento de gelo na Antártida

Claudio Yuge

Não é à toa que uma das principais preocupações mundiais atualmente, além do novo coronavírus (Covid-19), são as mudanças climáticas. Estamos vendo muitos lugares com enchentes e problemas ambientais inesperados, e novas imagens liberadas pela NASA são preocupantes: há duas semanas, a Antártida registrou seu clima mais quente da história, com temperatura de 18,3 °C, o que provocou o rápido derretimento de uma grande área de gelo entre os dias 5 e 13 de fevereiro.

Comparando com outras fotos capturadas pelo satélite Landsat 8, é visível o que aconteceu em pouco mais de uma semana em Eagle Island, uma massa de terra na ponta da península, que fica a cerca de 40 quilômetros da Base Esperanza, onde foi registrada a temperatura recorde.

Imagem: Reprodução/NASA

À medida que as temperaturas quentes persistiam, a calota de gelo da ilha recuou rapidamente e a água derretida foi coletada em piscinas que cobriam cerca de 1,6 quilômetro quadrado. A onda de calor diminuiu em cerca de dez centímetros a espessura da neve, 25% dos quais derreteram no dia 6 de fevereiro. No total, a NASA estima que essa onda quente tenha derretido 20% de toda a acumulação sazonal de neve da região.

Imagem: Reprodução/NASA

"Nunca vi lagoas de derretimento se desenvolverem rapidamente na Antártida. Você vê esses tipos de eventos de derretimento no Alasca e na Groenlândia, mas geralmente não na Antártida", afirmou Mauri Pelto, glaciologista do Nichols College que estuda o evento.

A onda de calor foi particularmente intensa neste ano por causa de padrões climáticos atípicos na costa da América do Sul. Na temperatura máxima, a Antártida esteve mais quente que Orlando, na Flórida. Por mais anômalo que isso possa parecer, os cientistas esperam que se torne uma ocorrência mais frequente devido aos impactos das mudanças climáticas provocadas pela ação do Homem.

Fonte: Canaltech

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