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Ilhas livre de Covid devem ser principais destinos turísticos

Flavia Rotondi e Eleni Chrepa
·4 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Os residentes da pequena ilha italiana de Ischia esperam que o trecho de água do mar de 19 milhas que os separa do continente ajude a salvar sua economia de outra desastrosa temporada de turismo neste verão.

Eles estão aguardando ansiosamente por um barco cheio de vacinas, prometidas por um decreto assinado no final da semana passada, que criará imunidade de rebanho entre os 70.000 habitantes da ilha. Assim que todos forem imunizados, eles podem declarar a ilha como um território livre de Covid, ajudando a garantir um fluxo de visitantes ricos de todo o norte da Europa e dos Estados Unidos.

“Um inglês me ligou ontem para perguntar sobre realizar um casamento em nosso resort neste verão, mas parecia muito difícil de organizar, pois muitos dos convidados viriam de diferentes locais do mundo”, disse Giovan Giuseppe Mattera, 58, proprietário do Lido Ricciulillo, um resort e restaurante de praia localizado na principal cidade da ilha. “Agora que sei que as vacinas estão chegando, acho que vou ligar de volta para ele.”

As ilhas que podem facilmente se isolar da propagação da Covid-19 devem absorver os maiores ganhos do turismo europeu neste verão, em mais um exemplo de como a pandemia modificou a economia global, criando novos vencedores e perdedores. A Grécia, cuja economia dependente do turismo, está bem à frente no jogo, já tendo vacinado a maior parte dos residentes das suas menores ilhas.

Na Itália, a vacinação em massa nas várias dezenas de ilhas foi adiada até agora por protestos dos governadores regionais, que argumentam que ninguém deve receber tratamento prioritário. Os habitantes das ilhas rebatem que a medida é um passo necessário para que o país se mantenha competitivo.

“Aqui na Itália, já perdemos muito tempo - a Grécia começou a falar sobre ilhas livres de Covid há um mês”, disse Luca D’Ambra, presidente da associação de hoteleiros de Ischia e Procida.

As receitas do turismo europeu devem se recuperar neste verão, à medida que se inicia um sistema de passaporte de vacina. O documento servirá como prova para aqueles que tomaram a vacina contra a Covid-19 ou testaram negativo para o vírus. Os turistas americanos que completaram a imunização também terão permissão para visitar a União Europeia após uma mudança regulatória anunciada nesta semana.

A ilha grega de Skiathos espera ter todos os 6.600 residentes vacinados até o início de maio, a tempo de atrair visitantes logo no início da temporada turística. Os trabalhadores sazonais serão os próximos da fila assim que os locais forem imunizados, de acordo com o prefeito Thodoris Tzoumas.

“Estamos em comunicação direta com as companhias aéreas e vimos um interesse sem precedentes dos operadores turísticos”, disse Tzoumas.

Porém, muitas coisas ainda podem dar errado, principalmente porque as ilhas não serão capazes de se isolar totalmente de forasteiros não vacinados. Um surto de vírus em uma ilha com poucos leitos hospitalares é muito mais arriscado do que no continente, com fácil acesso às grandes cidades.

Ischia, que pode receber mais de 300.000 turistas na alta temporada, tem apenas 75 leitos hospitalares. Os pacientes com Covid tiveram que ser transferidos para o continente durante o pior período do surto do vírus no ano passado. Skiathos tem apenas um centro de saúde e conta com helicópteros do exército para levar os pacientes a um hospital no continente em caso de emergência.

Michael Blandy, presidente do Grupo Blandy, que tem participações acionárias em 15 hotéis na ilha portuguesa da Madeira e fora dela, avisou que o sistema de passaportes só vai começar a funcionar corretamente no segundo semestre do ano, quando a maioria dos europeus estiver totalmente vacinada. Até lá, os operadores turísticos já terão perdido grande parte da temporada. Até agora apenas 22% das pessoas na UE receberam a primeira dose, mesmo que a velocidade de vacinação tenha aumentado nas últimas semanas.

Em Ischia, que experimentou um boom no turismo nos anos anteriores à pandemia, o objetivo é que 70% dos residentes sejam vacinados até o final de maio. As ilhas vizinhas de Capri e Procida também passarão por um programa de vacinação em massa nas próximas semanas.

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