IIF pede ao G-20 que evite 'guerras cambiais'

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) pediu aos ministros de finanças e banqueiros centrais do G-20, que se reunirão em Moscou esta semana, para pressionar pela adoção de políticas comuns de regulação financeira e evitar as chamadas guerras cambiais, que podem prejudicar os esforços de recuperação econômica global.

O IIF, que representa mais de 470 grandes instituições financeiras, afirmou em uma carta que políticas de regulação bancária unilaterais ameaçam reverter o progresso feito no sentido de um sistema bancário mais coordenado.

"Essa tendência de uma abordagem mais territorial, especialmente sobre ativos, capital e liquidez, ameaça não somente anular o movimento de uma cooperação regulatória, mas também reverte avanços na cooperação entre países que ajudaram a impulsionar o crescimento econômico. Isso teria um impacto negativo não só nos bancos, mas também em corporações envolvidas no comércio global", disse o IIF.

O instituto também pediu ao G-20 que evite as chamadas guerras cambiais. "O risco aumentou na medida em que os países dependem da acomodação monetária para estimular o crescimento. Se forem anunciadas e implementadas sem coordenação, essas ações de relaxamento monetário podem gerar volatilidade cambial."

Autoridades do G-20 informaram que o grupo discutirá políticas unilaterais que afetam o câmbio, como o relaxamento monetário do Federal Reserve, nos Estados Unidos, e as ações do Japão para desvalorizar o iene, mas que nenhum membro será acusado de manipular o câmbio. As informações são da Dow Jones.

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