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IGP-M tem deflação de 0,01% na 2ª prévia de novembro

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Depois de apontar inflação de 0,85% em igual período de outubro e de 0,08% na primeira parcial de novembro, índice foi puxado para baixo por combustíveis O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,01% na segunda prévia de novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), depois de apontar inflação de 0,85% em igual período de outubro e de 0,08% na primeira parcial de novembro.

A leve retração foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP e recuou de 1,29% na segunda prévia de outubro para -0,06% em novembro. Na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais desaceleraram a 0,37% em novembro, de 0,44% em outubro.

A maior contribuição para grupo veio dos combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 4,00% para 0,62%.

Os bens intermediários também perderam fôlego ao subir 0,45% no segundo decêndio, contra alta de 1,21% no mesmo período de outubro. O destaque aqui também são os combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 7,14% para 0,98%.

As matérias-primas brutas registraram deflação de 1,11% em novembro, após alta de 2,34% no segundo decêndio de outubro. Nesse caso, puxaram o movimento o minério de ferro (5,01% para -11,66%), café em grão (2,77% para 1,30%) e cacau (10,96% para 0,46%).

Em sentido contrário ao IPA, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,03% na segunda prévia de novembro, ante -0,05% no mesmo período de outubro. Cinco das oito classes de despesa do índice tiveram acréscimo: habitação (-0,16% para 0,06%), alimentação (-0,45% para -0,26%), vestuário (0,24% para 0,37%), saúde e cuidados pessoais (0,23% para 0,28%) e despesas diversas (0,20% para 0,22%).

Nestas classes, os maiores avanços (ou menor queda) foram observados nas taxas de eletricidade residencial (-1,75% para -0,19%), carnes bovinas (0,67% para 2,60%), roupas infantis (0,17% para 1,05%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,10% para 0,62%) e cigarros (0,24% para 0,50%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,24% na segunda prévia de novembro. No mês anterior, registrou elevação de 0,10%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem do segundo decêndio de outubro para o segundo de novembro: Materiais e Equipamentos (0,29% para 0,61%) e Serviços (-0,05% para 0,23%). Mão de Obra não registrou variação pelo segundo mês consecutivo.