IGP-M mais fraco motiva correção e juros futuros caem

Diante de uma prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) menor do que a esperada, as taxas de juros futuros, sobretudo as mais longas, cederam nesta quarta-feira, com os investidores corrigindo o forte movimento de alta da véspera. Para operadores, houve excesso na sessão anterior, com os temores de que o uso prolongado das usinas termelétricas pudesse anular parte do alívio inflacionário trazido pela redução média de 20% nas contas de luz, prometida pelo governo para este ano.

Ao término da negociação normal na BM&F, o juro com vencimento em janeiro de 2014 (68.100 contratos) projetava taxa de 7,14%, de 7,16% no ajuste. O juro para janeiro de 2015 (50.900 contratos) indicava 7,77%, de 7,79% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (55.230 contratos) tinha taxa de 8,56%, ante 8,60% na terça-feira, e o contrato para janeiro de 2021 (7.755 contratos) marcava 9,25%, de 9,29% no ajuste.

"O IGP-M menor, influenciado por um alívio dos preços agropecuários, melhora um pouco as perspectivas para o comportamento dos preços ao consumidor", disse um operador. Pela manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que a primeira prévia do IGP-M de janeiro ficou em 0,41%, após avanços de 0,50% em igual prévia de dezembro e de 0,68% no fechamento do mês passado. A taxa ficou abaixo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de 0,47%. Dentro do IGP-M, a inflação agropecuária desacelerou no atacado. Os preços dos produtos agrícolas subiram 0,36%, ante elevação de 0,93% na primeira prévia do mesmo índice em dezembro.

Na quinta-feira (10), o mercado tomará conhecimento do IPCA de dezembro e o dado fechado de 2012. As estimativas vão de 0,64% a 0,79%, com mediana de 0,74%. Para o acumulado do ano, as expectativas coletadas pelo AE Projeções vão de 5,68% a 5,84%, com mediana de 5,80%.

Ainda no que tange aos preços, a inflação do segmento de commodities medida pelo Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) ficou em 1,47% no mês passado na comparação com novembro. No mês anterior, houve alta de 0,68% ante outubro.

Quanto ao preço da energia, o mercado aguarda a entrevista à imprensa do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, após o encerramento da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O encontro já estava no calendário do ministério, apesar do nível dos reservatórios das hidrelétricas.

No exterior, o dia teve pouco indicadores e as Bolsas sobem, depois que a Alcoa abriu a temporada de balanços nos Estados Unidos com receita acima do esperado e uma perspectiva otimista para este ano.

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