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IGP-M fica em 1,56% em junho, com alta de combustíveis

A alta ficou acima da mediana das estimativas de 25 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou em 1,56% em junho, percentual superior ao apurado em maio, quando havia apresentado taxa de 0,28%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta ficou acima da mediana das estimativas de 25 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 1,45%, com intervalo das projeções de 1,10% a 1,72%.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 4,39% no ano e de 7,31% em 12 meses. Em junho de 2019, o índice havia subido 0,80% e acumulava alta de 6,51% em 12 meses.

“Em junho, os aumentos captados nos preços dos combustíveis responderam majoritariamente pela aceleração da taxa do IPA, índice com maior contribuição para o IGP. Entre os bens finais, cabe destacar o aumento da gasolina automotiva (-10,12% para 38,16%). Já entre os bens intermediários, a principal influência partiu do óleo Diesel (-16,08% para 11,65%). Somados, tais reajustes responderam por 60% do avanço da taxa do IPA”, afirma André Braz, coordenador dos Índices de Preços, em comentário no relatório.

Dado Galdieri/Bloomberg

Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,25% em junho, ante 0,59% em maio. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais subiu 2,45% em junho. No mês anterior, o índice havia registrado queda de 0,02%.

A principal contribuição para esse resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -10,52% para 22,14%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais “ex”, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,54% em junho, ante 0,51% no mês anterior.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -1,34% em maio para 1,70% em junho. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de -15,89% para 6,12%. O índice de Bens Intermediários “ex”, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,21% em junho, contra 0,60% em maio.

O estágio das Matérias-Primas Brutas variou 2,57% em junho, após subir 3,11% em maio. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (11,67% para 5,83%), soja em grão (7,00% para 1,43%) e café em grão (1,35% para -11,05%). Em sentido oposto, destacam-se os itens milho em grão (-7,30% para -2,53%), aves (-1,49% para 6,70%) e leite in natura (-1,68% para 4,24%).

Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,04% em junho, após cair 0,60% em maio. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram avanço em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (-2,60% para 0,21%). Nessa classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -8,59% em maio para 0,40% em junho.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (-2,22% para -1,33%), Comunicação (0,02% para 0,41%), Vestuário (-0,25% para -0,11%), Habitação (-0,12% para -0,11%) e Despesas Diversas (0,16% para 0,21%). Nestas classes de despesa, vale mencionar os seguintes itens: passagem aérea (-16,69% para -10,08%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,00% para 1,06%), roupas (-0,22% para -0,06%), eletrodomésticos (-0,91% para 1,30%) e conserto de aparelho telefônico celular (0,22% para 1,21%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,26% para 0,19%) e Alimentação (0,49% para 0,45%) registraram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacam-se os itens artigos de higiene e cuidado pessoal (0,20% para -0,38%) e hortaliças e legumes (4,77% para 0,95%).

Com os 10% restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,32% em junho, ante 0,21% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Materiais e Equipamentos (0,56% para 0,81%), Serviços (0,02% para 0,19%) e Mão de Obra que não variou pelo terceiro mês consecutivo.

Apesar de ser considerado o indicador do mês fechado, para o cálculo do IGP-M, são comparados os preços coletados do dia 21 do mês anterior (maio, no caso) ao dia 20 do atual (o de referência, junho) com os do ciclo de 30 dias imediatamente anterior (21 de abril a 20 de maio).