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IGP-DI aumenta 3,30% em setembro e acumula alta de 18,44% em 12 meses

·4 minutos de leitura

Para o consumidor, o desafio persiste nas despesas com alimentação, destaca a FGV O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 3,30% em setembro, seguindo elevação de 3,87% um mês antes, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado veio praticamente em linha com a mediana das estimativas de 21 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de 3,31% de alta, com intervalo das projeções entre 3,06% e 4,30%. Com esse resultado, o índice acumula avanço de 14,80% no ano e de 18,44% em 12 meses. Em agosto de 2019, o índice havia variado 0,50% e acumulava elevação de 3% em 12 meses. “Apesar do recuo da taxa do IGP, o IPC e o INCC seguem em aceleração. Para o consumidor, o desafio persiste nas despesas com alimentação, cujos preços avançaram em média 1,81%. Para a construção civil, os preços de materiais, equipamentos e serviços, embalados pela desvalorização cambial, subiram 2,5%. Por fim, o IPA, índice de maior peso no IGP, subiu menos em setembro, 3,30%. Os grupos matérias-primas brutas e bens intermediários apresentaram desaceleração. Os destaques a contribuir para este movimento foram minério de ferro (17,11% para 1,67%) e óleo Diesel (6,44% para -9,65%), nesta ordem”, diz André Braz, coordenador dos Índices de Preços, em comentário no relatório. Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) aumentou 4,38% em setembro, após subir 5,44% um mês antes. Na análise por estágios de processamento, os Bens Finais passaram de 1,93% em agosto para 2,74% em setembro. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo alimentos in natura (-1,75% para 2,86%). A taxa do grupo Bens Intermediários foi de elevação de 3,39% em agosto para 3,21% em setembro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção (8,54% para -4,25%). O estágio das Matérias-Primas Brutas, por sua vez, saiu de 10,55% para 6,77% de avanço entre agosto e setembro. Contribuíram para o abrandamento os itens minério de ferro (17,11% para 1,67%), café em grão (12,35% para -1,89%) e suínos (23,10% para 10,32%). Em sentido oposto, vale citar soja em grão (11,41% para 12,88%), bovinos (4,90% para 8,43%) e arroz em casca (19,89% para 33,06%). Marcos Santos/USP Imagens Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,82% em setembro, seguindo incremento de 0,53% em agosto. Das oito classes de despesa componentes do índice, subiram mais Educação, Leitura e Recreação (0,05% para 3,19%), Alimentação (0,81% para 1,81%) e Vestuário (-0,45% para 0,01%). Nessas classes de despesa, a FGV destaca o comportamento dos itens passagem aérea (1,88% para 39,62%), arroz e feijão (1,09% para 10,92%) e roupas (-0,60% para -0,03%). Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para -0,53%), Despesas Diversas (0,50% para 0,24%), Comunicação (0,18% para 0,03%), Habitação (0,54% para 0,48%) e Transportes (0,80% para 0,78%). Neles, tiveram impacto os itens plano e seguro de saúde (0,61% para -2,40%), serviços bancários (0,66% para 0,11%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,34% para 0,01%), tarifa de eletricidade residencial (1,05% para 0,24%) e gasolina (2,67% para 2,13%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, aumentou 1,16% em setembro, ante 0,72% um mês antes. Núcleo e Difusão O núcleo do IPC registrou taxa de 0,22% em setembro, ante 0,19% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 44 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 13 apresentaram taxas abaixo de 0,00%, linha de corte inferior, e 31 registraram variações acima de 0,77%, linha de corte superior. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 68,71%, 10,00 pontos percentuais acima do registrado em agosto, quando o índice foi de 58,71%.