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IGP-10 aumenta 3,20% em outubro e acumula alta de 19,85% em 12 meses

·3 minutos de leitura

Com este resultado, o índice registra incremento de 17,63% no ano O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 3,20% em outubro, depois de aumento de 4,34% um mês antes, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com esse resultado, o índice acumula alta de 17,63% no ano e de 19,85% em 12 meses. Em outubro de 2019, o índice tinha avançado 0,77% no mês e acumulava elevação de 2,97% em 12 meses. “A desaceleração observada no ritmo de alta das matérias-primas brutas do IPA (11,17% para 5,77%), explicam o recuo da taxa do IGP (4,34% para 3,20%). O minério de ferro, commodity de maior peso no IPA, registrou queda de 0,44%, ante alta de 16,01% em setembro. Recuos importantes também foram registrados para milho (15,20% para 9,16%) e café (9,05% para -6,02%). A desaceleração do IGP não foi mais intensa devido à elevação de seus dois outros índices componentes IPC (0,46% para 0,98%) e INCC (0,80% para 1,51%). O primeiro, pressionado por gêneros alimentícios (1,37% para 2,81%) e passagens aéreas (6,97% para 54,11%), já o segundo, por materiais e equipamentos para a construção (2,03% para 3,83%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. Marcello Casal Jr/ABr O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve incremento de 4,06% em outubro, seguindo aumento de 5,99% um mês antes. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais foram de alta de 2,56% em setembro para 2,66% em outubro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,50% para 4,93%. A taxa do grupo Bens Intermediários foi de 3,63% em setembro para 3,40% de alta em outubro. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa foi de elevação de 7,35% para queda de 6,19%. O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de elevação de 11,17% em setembro para 5,77% em outubro. As principais contribuições para este recuo partiram dos seguintes itens: minério de ferro (16,01% para -0,44%), café em grão (9,05% para -6,02%) e milho em grão (15,20% para 9,16%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens soja em grão (13,47% para 13,96%), bovinos (6,03% para 8,07%) e mandioca/aipim (1,29% para 7,10%). O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,98% em outubro. Em setembro, o índice havia apresentado taxa de 0,46%. Das oito classes de despesa componentes do índice, o destaque coube para Educação, Leitura e Recreação (0,38% para 4,11%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 6,97% para 54,11%. Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (0,99% para 2,10%), Saúde e Cuidados Pessoais (-0,34% para 0,07%), Vestuário (-0,35% para 0,11%) e Comunicação (0,01% para 0,06%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: hortaliças e legumes (-4,84% para 2,01%), plano e seguro de saúde (-2,40% para 0,00%), roupas (-0,48% para 0,12%) e tarifa de telefone residencial (0,03% para 1,06%). Em contrapartida, desaceleraram a alta Transportes (0,91% para 0,43%), Habitação (0,50% para 0,40%) e Despesas Diversas (0,30% para 0,20%). As principais contribuições para este movimento partiram dos itens gasolina (2,83% para 0,76%), tarifa de eletricidade residencial (0,72% para 0,19%) e serviços bancários (0,20% para 0,13%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 1,51% em outubro, ante 0,80% em setembro. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de setembro para outubro: Materiais e Equipamentos (2,03% para 3,83%), Serviços (0,01% para 0,39%) e Mão de Obra (0,08% para 0,07%).