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iFood tem nomes de restaurantes trocados por frases pró-Bolsonaro e ataques políticos

·2 min de leitura
*ARQUIVO* SAO PAULO,SP - 11/09/2021 - Motoboy do ifood com imagem no bau de entregas criticando preço da gasolina em São Paulo. (Foto: Fernando Canzian / Follhapress)
*ARQUIVO* SAO PAULO,SP - 11/09/2021 - Motoboy do ifood com imagem no bau de entregas criticando preço da gasolina em São Paulo. (Foto: Fernando Canzian / Follhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma falha no aplicativo de entregas iFood causou espanto em usuários na noite desta terça-feira (2). Capturas de tela do app divulgadas em redes sociais mostravam que nomes de estabelecimentos cadastrados na plataforma apareciam com nomes trocados por "Bolsonaro 2022" e "Petista Comunista", por exemplo, sendo o ex-presidente Lula (PT) um dos principais alvos do ataque.

O problema foi confirmado pela empresa dona do aplicativo.

Os restaurantes do iFood também apareciam com seus nomes trocados por outras frases ofensivas, como "Marielle Franco Peneira" (em referência à vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, morta a tiros em 2018). Havia também lemas usado por grupos contra vacinas ("Vacina Mata").

Os usuários do serviço de delivery chegaram a atribuir a falha a um ataque hacker, o que foi desmentido pela plataforma. As reclamações de usuários no Twitter indicam que a mudança nos nomes ocorreu em diferentes partes do país, como Florianópolis, Salvador, Natal, Criciúma e no ABC Paulista.

Em nota, o iFood confirmou ter identificado na noite desta terça-feira que alguns estabelecimentos cadastrados na plataforma tiveram seus nomes alterados.

"Aproximadamente 6% dos estabelecimentos cadastrados na plataforma tiveram seus nomes alterados. A empresa tomou medidas imediatas para sanar o problema e proteger os dados de restaurantes, consumidores e entregadores."

A investigação interna do iFood apontou que não ocorreu um ciberataque à plataforma e que o incidente foi causado por um operador de atendimento de uma prestadora de serviços que tinha permissão para ajustar informações dos restaurantes.

"O acesso da prestadora de serviço foi imediatamente interrompido, e os nomes dos restaurantes já estão sendo restabelecidos", diz a empresa.

Ainda segundo o iFood, os meios de pagamento não são armazenados nos bancos de dados da plataforma e ficam gravados apenas nos dispositivos dos próprios usuários. "Portanto, não há qualquer indício de vazamento da base de dados pessoais cadastrados."

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