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iFood proíbe venda dos 'pastéis dos presidenciáveis'

A plataforma confirmou a suspensão das vendas dos produtos (Getty Image)
A plataforma confirmou a suspensão das vendas dos produtos (Getty Image)
  • iFood barrou alimentos com nomes dos candidatos à presidência

  • Estabelecimento diz que pastéis faziam sucesso entre os clientes

  • Além dos nomes, as receitas também eram temáticas

Que tal um pastel nostálgico com gostinho de Lula? Ou algo menos popular, como Simone Tebet? Talvez um Ciro Gomes sem sal faça mais o seu tipo. Ou você pode correr o risco de ter uma indigestão após engolir Bolsonaro.

Se depender do iFood, ninguém vai provar as iguarias com sabor de democracia. A plataforma proibiu a pastelaria carioca Gran Pastel Gourmet de vender produtos com os nomes dos candidatos à presidência.

No entanto, apesar do estabelecimento ser impedido de vender os alimentos com os nomes de Lula (PT), Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT, a opção Jair Bolsonaro (PL) continuou liberada durante todo o fim de semana, de acordo com o jornal Extra.

O restaurante não só foi criativo com os títulos do cardápio. As receitas também são temáticas. Simbolizando a união entre um petista e um tucano, que historicamente foi associado a um legume insosso, o pastel do ex-presidente é feito com recheio de creme de Lula, com pequeno toque de chuchu.

Já o de Simone Tebet conta com costela, barbecue e queijo provolone, enquanto o de Ciro Gomes tem carne seca, bacon e queijo muçarela. Todos esses enchem bem a barriga dos eleitores, ao contrário do de Bolsonaro, que é recheado com leite condensado, chocolate branco e morango, o que pode ser um pouco menos nutritivo.

De acordo com o estabelecimento, os produtos estavam sendo um sucesso de vendas tanto na loja como por delivery. O restaurante diz que os clientes entraram no espírito da brincadeira.

O Ifood diz que acredita que o diálogo é parte fundamental da democracia. No entanto, confirmou a suspensão das vendas dos pastéis dos candidatos.

Em nota, a companhia alegou que, por ser uma plataforma transacional, as funções que desenvolve não foram previstas para este fim e por isso o conteúdo não é permitido. A empresa também informou que o pastel Bolsonaro também não poderá ser mais uma opção.