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Ideia de que covid-19 surgiu em laboratório chinês recupera força nos EUA

·3 minuto de leitura
Instituto de Virologia de Wuhan, na China, em 3 de fevereiro de 2021

Há muito rejeitada pela maioria dos especialistas, considerada altamente improvável, senão absurda, a ideia de que a pandemia de covid-19 se originou em um acidente de laboratório na China voltou a ganhar força nas últimas semanas nos Estados Unidos.

"A lista de pessoas que apoiam a tese de uma origem animal não mudou. E a lista de pessoas que sugerem que [o vírus] poderia ter saído de um laboratório continuou crescendo", resumiu Scott Gottlieb, respeitado ex-chefe da FDA, a agência norte-americana de medicamentos, à rede CNBC.

"Há um ano", apoiar a hipótese animal "fazia todo o sentido porque era o cenário mais provável", explicou.

Porém, o chamado "hospedeiro intermediário", isto é, o animal a partir do qual o vírus foi transmitido aos humanos, ainda não foi descoberto. "E não por falta de buscas", acrescentou.

"A questão, para muitas pessoas, é: quando as coincidências são demais?", observou, indicando uma crescente quantidade de "evidências circunstanciais".

No domingo, o jornal The Wall Street Journal afirmou ter tido acesso a informações não publicadas da inteligência dos EUA, relatando que três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan - a cidade na China onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez - já haviam sofrido em novembro de 2019 "sintomas compatíveis tanto com os de covid-19 quanto de uma infecção sazonal", e que teriam sido hospitalizados.

A China revelou a existência de um surto de casos de pneumonia em Wuhan no final de dezembro, o mês seguinte, à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pequim negou as informações do Wall Street Journal, chamando-as de "totalmente falsas".

- Pedidos da comunidade científica -

"É preciso chegar ao fundo, seja qual for a resposta, e essa é uma prioridade para nós", disse Andy Slavitt, assessor da Casa Branca na luta contra a covid-19. "Precisamos de um processo totalmente transparente da China e da OMS para ajudar nisso", insistiu ele.

Depois de uma estadia de quatro semanas em Wuhan no início do ano, um estudo conjunto de especialistas da OMS e da China determinou em março que era "extremamente improvável" que a disseminação do vírus fosse um incidente de laboratório.

Mas o próprio chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu novas investigações sobre a hipótese do vazamento de um laboratório. Vários países, incluindo os Estados Unidos, expressaram suas "preocupações" e pediram à China que concedesse "acesso total" a seus dados.

Na segunda-feira, houve uma nova solicitação na 74ª Assembleia Mundial da Saúde. E os apelos por pesquisas adicionais estão crescendo, inclusive dentro da comunidade científica.

Em meados de maio, cerca de quinze especialistas publicaram um artigo na prestigiosa revista Science em que afirmavam: "Precisamos de mais pesquisas para determinar a origem da pandemia."

Ambas as teorias, de origem animal ou acidental em laboratório, "permanecem viáveis", escreveram, mas "não receberam consideração equitativa".

As duas "devem ser considerados seriamente até que tenhamos dados suficientes", defenderam eles, pedindo "às agências de saúde pública e laboratórios de pesquisa que abram seus dados ao público".

- Trump canta vitória -

Determinar como o vírus que ceifou mais de 3,4 milhões de vidas em todo o mundo foi transmitido aos humanos é considerado crucial na tentativa de prevenir a próxima pandemia.

Nos Estados Unidos, a hipótese de vazamento do vírus a partir de um laboratório chinês até agora havia sido impulsionada principalmente pelo governo de Donald Trump.

"Agora todos reconhecem que eu estava certo quando declarei Wuhan desde o início como a fonte da covid-19", disse o ex-presidente dos EUA em um comunicado na segunda-feira. "Era óbvio para mim desde o início", completou.

No entanto, muitos especialistas permanecem cautelosos. "Muitos de nós pensamos que é mais provável que seja um evento natural, (...) mas não temos uma resposta 100% segura para essa pergunta", explicou Anthony Fauci, um importante imunologista e conselheiro da Casa Branca, nesta terça. "Estamos todos convencidos de que devemos continuar com a investigação", acrescentou.

No entanto, para Gottlieb, uma resposta conclusiva provavelmente nunca será alcançada: "Supondo que [o vírus] realmente tenha saído de um laboratório chinês, e não estou dizendo que tenha, nunca saberemos sem um denunciante ou uma mudança de regime na China", apontou.

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