Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.923,93
    +998,33 (+0,90%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.234,37
    -223,18 (-0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,34
    -0,88 (-1,08%)
     
  • OURO

    1.797,30
    -3,80 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    16.979,47
    -51,94 (-0,30%)
     
  • CMC Crypto 200

    404,33
    +2,91 (+0,72%)
     
  • S&P500

    4.071,70
    -4,87 (-0,12%)
     
  • DOW JONES

    34.429,88
    +34,87 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.556,23
    -2,26 (-0,03%)
     
  • HANG SENG

    18.675,35
    -61,09 (-0,33%)
     
  • NIKKEI

    27.777,90
    -448,18 (-1,59%)
     
  • NASDAQ

    11.979,00
    -83,75 (-0,69%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,4940
    +0,0286 (+0,52%)
     

Ibovespa volta a recuar pressionado por Vale, com mercado volátil antes de eleição

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa voltava a recuar nesta sexta-feira, após a trégua da véspera, com o mercado volátil à espera do resultado da eleição presidencial no país no domingo, tendo os papéis de mineradoras e siderúrgicas capitaneando as perdas.

A temporada de balanços destacava os números de empresas como Vale e Suzano, enquanto o cenário externo trazia um quadro misto, com declínio de commodities incluindo minério de ferro e petróleo, mas desempenho positivo em Wall Street.

Às 12:16, o Ibovespa caía 0,74 %, a 113.795,98 pontos, marcando um desempenho negativo de 5,1% na semana.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta 1,66%, a 114.640,76 pontos, na quinta-feira, após cair nos três pregões anteriores, acumulando queda de quase 6%.

Diante da disputa acirrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), agentes financeiros seguem ajustando suas posições para o desfecho das urnas no dia 30. As principais pesquisas mostram o petista à frente do atual presidente.

Na visão de Alberto Ramos, diretor de pesquisa macroeconômica para América Latina do Goldman Sachs, o próximo presidente provavelmente terá que lidar com um dos parlamentos mais independentes em décadas e os partidos centristas provavelmente estabelecerão alguns limites políticos.

No caso de uma vitória de Lula, ele avalia que o mercado dará atenção especial às indicações de gabinetes - em particular para o Ministério da Fazenda - e ao detalhamento de propostas, incluindo a nova âncora fiscal para substituir o teto de gastos.

"Espera-se que os mercados financeiros reajam positivamente aos sinais de paz social, estabilidade política e políticas e reformas que alavancariam o investimento e o crescimento e deixariam para trás um longo período de crescimento muito modesto e condições sociais e econômicas estagnadas", afirmou.

De acordo com Ramos, entre o primeiro trimestre de 2011 e o segundo trimestre de 2022, o crescimento médio real do PIB per capita foi zero (-0,01%) e a despesa real de investimento ainda está 10,7% abaixo do nível do segundo trimestre de 2013.

"Uma mudança de regime político é - urgentemente - necessária!", ressaltou.

DESTAQUES

- VALE ON recuava 4,27%, a 67,88 reais, em sessão bastante negativa para o setor de mineração e siderurgia, com queda do minério de ferro na Ásia e decepção com resultado da mineradora no terceiro trimestre. "Um trimestre para esquecer", afirmou o BTG Pactual. USIMINAS PNA perdia 6,13%, mesmo após resultado acima do esperado, com a siderúrgica enxergando sobreoferta de aço da China. CSN ON despencava 8,42%.

- SUZANO ON avançava 1,47%, a 53,9 reais, tocando uma máxima intradia desde março no melhor momento, após reportar lucro líquido de 5,45 bilhões de reais no terceiro trimestre, revertendo resultado negativo registrado um ano antes, em desempenho acima do esperado. Executivos da companhia também afirmaram estar otimistas sobre preços no curto prazo. No setor, KLABIN UNIT subia 2,14%.

- PETROBRAS PN caía 1,21%, a 32,56 reais, retomando a trajetória negativa que tem marcado a semana, após um respiro na véspera. Além da susceptibilidade às eleições, o papel também tem de pano de fundo a queda do petróleo no exterior. PETROBRAS ON recuava 2,09%, a 35,57 reais.

- BANCO DO BRASIL ON mostrava declínio de 0,16%, a 38,53 reais, também vulnerável ao quadro político, em dia de fraqueza entre os bancos. ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,17% e BRADESCO PN operava próximo à estabilidade.

- COGNA ON subia 5,96%, a 3,2 reais, com o setor de educação mais uma vez na ponta positiva, conforme Lula segue liderando as principais pesquisas de intenção de voto. No melhor momento, chegou a 3,25 reais, máxima intradia desde setembro do ano passado. YDUQS ON tinha elevação de 2,22%. O ex-presidente tem prometido uma atenção especial para educação se vencer.

- AMERICANAS ON mostrava acréscimo de 4,56%, a 15,12 reais, com ações de varejo ainda embaladas pelo ambiente eleitoral, em particular a perspectiva de mais crédito e políticas sociais mais fortes no caso de Lula confirmar a vitória no segundo turno. VIA ON subia 2,39% e MAGAZINE LUIZA ON ganhava 3,32%.

(Por Paula Arend Laier)