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Ibovespa volta a operar no vermelho com indicador abaixo do esperado

Ana Carolina Neira

Ibovespa fechou o dia em baixa de 1,04%, aos 116.414 pontos Nem mesmo a assinatura do acordo comercial entre China e Estados Unidos foi capaz de animar os mercados no pregão de hoje. Indo na direção contrária aos índices americanos, a renda variável, o câmbio e os juros sentiram os efeitos da divulgação de indicadores que decepcionaram os agentes nos últimos dias.

Com um resultado tímido no volume de vendas do varejo no mês de novembro (+0,6%), os investidores passam a questionar, outra vez, se a economia brasileira não estaria patinando e cada vez mais distante da almejada recuperação.

Com isso, o Ibovespa fechou o dia em baixa de 1,04%, aos 116.414 pontos. Já o dólar ganhou força frente ao real e terminou subindo 1,32%, cotado a R$ 4,1843. Os números dimensionam a busca por proteção que se espalhou pelo mercado.

"Os últimos dados internos mostram que ainda há um caminho longo pela frente e que nossas recuperação econômica ainda é incipiente", diz Illan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

Os ativos mais penalizados foram as blue chips: Ambev ON (-1,78%), Banco do Brasil ON (-1,83%), Bradesco (-2,29% a ON e -1,75% a PN), Itaú Unibanco PN (-1,23%), Petrobras (-2,23% a ON e -1,50% a PN), as units do Santander (-2,30%) e Vale ON (-0,32%).

No caso da petroleira, ela segue o movimento do petróleo, que recuou às mínimas de seis semanas na sessão de hoje, com o WTI fechando em queda de 0,72% e o Brent cedendo 0,75%.

Já os bancos são afetados pelo anúncio do governo de que há estudos para a flexibilização do pagamento de contas de serviços públicos e tributos afeta esses ativos, já que o serviço está concentrado entre as grandes instituições.

Julio Bittencourt/Valor