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Ibovespa tem recuperação apoiado em Petrobras, mas tensão com fiscal ainda pesa

·2 min de leitura
Sede B3

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - As ações brasileiras buscavam alguma recuperação nesta segunda-feira, uma vez que investidores tensos com a deterioração fiscal do país dividiam as atenções com o noticiário corporativo, incluindo o início da temporada de balanços trimestrais.

Às 12:42, o Ibovespa mostrava alta de 1,4%, aos 107.827,65 pontos. O indicador teve na semana passada queda de 7,28% na semana passada, pior desempenho semanal desde o início da pandemia, em março do ano passado. O giro financeiro da sessão somava 12,9 bilhões de reais.

"A semana começa com estresse pós-traumático", resumiu o economista-chefe do modalmais, Alvaro Bandeira, referindo-se à deterioração do cenário macroeconômico, com piora das projeções para crescimento econômico, inflação e juros.

No entanto, após o Ibovespa ter caído ao menor nível em 11 meses, investidores começaram a comprar ações que consideram exageradamente depreciadas, na esteira de anúncios corporativos. Eram os casos, entre outros, de Hypera e de Petrobras.

DESTAQUES

- PETROBRAS disparava 4,45%, após a companhia anunciar que elevará o preço médio do diesel nas refinarias em 9,15% e o da gasolina em 7,05%, a partir de terça-feira.

- HYPERA tinha ganho de 4,1%, após a farmacêutica ter anunciado na noite de sexta-feira que teve lucro do terceiro trimestre 33% ante mesmo período do ano passado, impulsionado por aumento de receita de 50%. O Credit Suisse elogiou a expansão da receita, mas apontou compressão das margens.

- AZUL subia 0,5%. A empresa anunciou acordo que lhe dará o direito de comprar 1,8 milhão de ações ordinárias da fabricante de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical Lilium. GOL avançava 1,5%. O Barclays iniciou a cobertura do ADR da companhia com recomendação 'overweight'.

- BRASKEM evoluía 1,7%. A petroquímica reportou na noite de sexta recuo na produção de eteno e vendas de resinas no Brasil, no terceiro trimestre. O BTG Pactual frisou os números mais fracos, mas afirmou que a companhia se beneficia do real mais fraco e que espera dividendos mais altos no curto prazo, o que pode compensar ruídos sobre eventual venda de ações dos principais acionistas.

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