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Dólar dispara e bolsas caem após Trump rejeitar pacote de estímulo nos EUA

Lucas Hirata, Marcelo Osakabe e Victor Rezende
·3 minutos de leitura

As bolsas americanas reverteram a alta rapidamente e operam em queda A decisão do presidente americano, Donald Trump, de encerrar as negociações sobre um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos azedou o ambiente de negócios em todo o mundo nos últimos minutos. As bolsas americanas reverteram a alta rapidamente e agora operam em queda expressiva, em um movimento negativo que se estendeu para a bolsa brasileira. A busca por proteção também deu novo fôlego ao dólar, que ganha força contra as divisas emergentes, incluindo o real. "Fizemos uma oferta muito generosa de US$ 1,6 trilhão de dólares e, como sempre, ela [Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados dos EUA] não está negociando de boa fé. Estou rejeitando seu pedido e olhando para o futuro do nosso país. Instruí meus representantes a pararem de negociar até depois da eleição, quando, imediatamente após minha vitória, aprovaremos uma importante lei de estímulo que se concentra nos americanos trabalhadores e nas pequenas empresas", disse Trump em seu Twitter. Dos 11 setores que compõem o S&P 500, apenas o segmento de serviços de utilidade pública (+0,65%), que é considerado defensivo pelos investidores, avança na sessão desta terça-feira. Há pouco, o Dow Jones recuava 1,31%, aos 27.771,38 pontos, enquanto o S&P 500 cedia 1,34%, aos 3.363,65 pontos. O índice eletrônico Nasdaq caía 1,49%, aos 11.166,81 pontos. A decisão de Trump trouxe uma piora significativa para todos os ativos de risco. O índice de volatilidade do S&P 500, conhecido como "o termômetro do medo de Wall Street" registra forte alta. O VIX subia 5,72%, a 29,56 pontos. Por aqui, o Ibovespa abandonou a alta de mais cedo e passou a cair. Agora opera estável, com queda de 0,13%, aos 95.965 pontos. No mercado de câmbio, a notícia fez o dólar disparar contra o real e outras divisas emergentes. A moeda americana opera em alta de 0,55%, aos R$ 5,5982, após bater R$ 5,6167. O dólar também subia 1,67% ante o peso mexicano, 0,25% na comparação com o rublo russo e 0,80% frente ao rand sul-africano. Os juros futuros também foram afetados pelo mau humor externo. Já em alta firme devido às preocupações fiscais no Brasil, as taxas foram às máximas do dia e, nos prazos mais longos, chegaram a subir mais de 0,2 ponto percentual. Pouco antes do fechamento, a taxa do DI para janeiro de 2025 subia de 6,51% no ajuste anterior para 6,73% e a do DI para janeiro de 2027 escalava de 7,44% para 7,59%. Por aqui os ativos já estavam desacelerando. Ibovespa tinha investido o sinal após uma manhã de alta. O impulso inicial veio com declarações de conciliação entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. No entanto, o movimento perdeu fôlego uma vez que os investidores ainda aguardam novidades mais concretas para levar a bolsa de volta para uma trajetória positiva. Silvia Zamboni/Valor