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Ibovespa tem nova queda com rumores de nome para Fazenda e fiscal em foco

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, a terceira em sequência, diante de reação negativa a rumores sobre o comando da pasta da Fazenda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tensão dos investidores frente a sinalizações fiscais.

Vale e Petrobras foram as maiores influências negativas ao índice, enquanto B3 e Itaú Unibanco limitaram as perdas.

O Ibovespa caiu 0,76%, a 108.870,17 pontos, menor fechamento desde 29 de setembro. Na mínima, o índice caiu a 108.511,71 pontos e na máxima da sessão foi a 111.584,86 pontos. Na semana, o índice recuou 3%, a segunda queda seguida.

O volume financeiro somou 33,3 bilhões de reais, em sessão de vencimento de opções sobre ações.

Notícias sobre o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad para a Fazenda voltaram a ganhar força nesta sexta-feira, o que ajudou na queda da bolsa, segundo analistas. Na quarta-feira, a Reuters mostrou que Haddad era visto como favorito do presidente eleito para a pasta, de acordo com três fontes, que frisaram que a decisão não estava tomada.

"O mercado está extremamente sensível a qualquer ruído. Já temos praticamente três semanas de eleição resolvida e não temos uma equipe econômica...Não saber quem será o comandante da equipe é algo que deixa os mercados, evidentemente, tensos, nervosos", disse Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Órama.

Para Simone Pasianotto, economista-chefe da Reag Investimentos, Haddad "não é um nome que o mercado gostaria de ter na Fazenda, pelo seu discurso pró expansão dos gastos públicos e contrário às privatizações".

A PEC da Transição também segue em foco. A proposta da equipe de transição de excepcionalizar 175 bilhões de reais do teto de gastos para o pagamento do Bolsa Família a partir de 2023 por tempo indeterminado vem pressionando os ativos locais desde sua divulgação na quarta-feira.

Ainda que o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, tenha dado declarações que amenizaram em parte essa reação, a preocupação no mercado continua. Nesta sexta-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a proposta provocará um aumento do déficit público e da dívida do governo, ressaltando que a questão fiscal poderá interferir nos cenários avaliados pela autoridade monetária para definir sua atuação.

No fim desta tarde, o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), disse à GloboNews que a equipe de transição pode negociar a inclusão na PEC de compromisso de que o novo governo vai propor uma nova âncora fiscal via projeto de lei complementar.

Em Nova York, os principais índices de ações fecharam entre estabilidade e alta de 0,6%, com ganhos em ações vistas como defensivas e enquanto investidores avaliam cenário de juros nos Estados Unidos.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caiu 1,69%, a 26,7 reais, diante de queda de 2,4% do petróleo Brent, pressionado em parte por preocupações com a demanda na China e cenário de juros nos EUA. A petrolífera segue em foco dos investidores, uma vez que o mercado busca entender os planos do novo governo para a empresa. PRIO ON recuou 3,63% e 3R PETROLEUM ON teve variação negativa de 1,65%.

- VALE ON perdeu 2,73%, a 80,83 reais, mesmo após o minério de ferro mais negociado em Dalian subir 3,3% com os últimos movimentos da China, maior produtora mundial de aço, para sustentar uma economia em declínio abrilhantando as perspectivas de demanda. Siderúrgicas também tiveram performance negativa, com USIMINAS PNA cedendo 4,17%.

- MAGAZINE LUIZA ON recuou 7,08%, a 3,15 reais, com alta dos juros futuros pressionando papéis de varejo. VIA ON caiu 8,3%, a 2,21 reais e AMERICANAS ON exibiu baixa de 4,86%, a 10,38 reais,

- STONECO disparou 16,82%, a 11,53 dólares, em Nova York, após a empresa de pagamentos registrar alta de 90,5% no lucro líquido ajustado no terceiro trimestre ante um ano antes, já que a base de clientes e o aumento de preços ajudaram a receita a crescer muito mais rápido do que as despesas. Analistas viram resultado melhor do que o esperado.

- IRB BRASIL ON desabou 8,64%, a 0,74 real, fechando na mínima do dia e no menor patamar de sua história. A empresa divulgou novo prejuízo trimestral na semana passada e o mercado especula sobre nova necessidade de aumento de capital.

- BRMALLS ON subiu 1,83%, a 8,34 reais, após a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendar aprovação da fusão com a Aliansce Sonae. ALIANSCE SONAE ON, que não faz parte do Ibovespa, mostrou alta de 2,23%.

- SÃO MARTINHO ON saltou 10,26%, a 27,94 reais, e RAÍZEN PN ganhou 4,09%, a 4,07 reais. Ambos os papéis vinham de três sessões seguidas de queda.

- ITAÚ UNIBANCO PN mostrou ganho de 0,79%, a 26,64 reais, enquanto BANCO DO BRASIL ON caiu 0,35%, a 34,38 reais, em sessão mista para grandes bancos.