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Ibovespa tem maior queda diária em 3 meses com estresse por inflação nos EUA

B3

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa quebrou uma série de três altas e caiu mais de 2% nesta terça-feira, pressionado por preocupações sobre os próximos passos do banco central norte-americano após dados mais fortes do que o esperado sobre a inflação nos Estados Unidos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,3%, a 110.793,96 pontos, devolvendo parte do avanço nos três pregões anteriores (+3,32%). A perda no dia foi a maior queda percentual diária desde 17 de junho.

O volume financeiro no pregão somou bilhões de reais.

De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em agosto, contra expectativa de queda de 0,1%. Excluindo os alimentos e energia, o CPI aumentou 0,6%.

Os números desencadearam uma forte correção nos mercados por causa de potenciais reflexos nas próximas decisões do Federal Reserve e seus efeitos na maior economia do mundo.

Desde março, o BC comandado por Jerome Powell elevou a taxa básica de quase zero para sua faixa atual de 2,25% a 2,50%, sendo que nas últimas duas reuniões - junho e julho - promoveu aumentos de 0,75 ponto percentual.

Após declarações recentes de membros do Fed, o mercado já precificava cerca de 90% de chance de nova alta de 0,75 p.p. na próxima semana, o que se consolidou com o CPI nesta terça-feira, quanto também cresceram apostas de um aperto ainda maior.

Os futuros dos juros nos EUA mostravam no final da tarde desta terça-feira uma chance de 35% de aumento de 1 p.p. na taxa básica na reunião de setembro. Logo após a divulgação do CPI, esse percentual era de 19%.

Na visão de Leonardo Neves, especialista de renda variável da Blue3, é difícil o Fed acelerar o ritmo de alta para 1 p.p., mas o aumento nessa aposta mostra que o CPI trouxe medo sobre a dose que precisará ser adotada para conter o avanço nos preços.

O CPI, de acordo com Neves, também mostrou que o aumento de juros pelo Fed nos últimos meses pode não estar sendo suficiente para controlar a inflação, nem mesmo com uma série de medidas adotadas pelo governo norte-americano.

"Isso causa mais uma vez o medo de o Fed ter de pesar a mão, machucar muito a economia e causar uma recessão", afirmou. "E uma recessão nos Estados Unidos acaba impactando todo o restante do mundo, por isso os mercados estressaram tanto com esse CPI."

Em Wall Street, o S&P 500 desabou -4,323656%.

Para Leandro De Checchi, analista da Clear Corretora, é natural que o mercado norte-americano tenha uma reação mais "aguda" aos dados, porque são números sobre aquela economia, mesmo que exista uma interligação entre os mercados.

Além disso, acrescentou, no Brasil, o cenário inflacionário, mesmo que persistente, dá sinais de desaceleração, além de ter começado a ser atacado mais cedo. "E talvez por isso o impacto aqui foi um pouco menor", avaliou.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN caiu 2,94%, a 30,65 reais, em sessão de fraqueza do petróleo no mercado externo, onde o Brent encerrou em baixa de 0,88%, a 93,17 dólares o barril.

- VALE ON fechou com declínio de 2,71%, a 68,25 reais, sucumbindo à pressão vendedora, apesar da alta de 2% do contrato futuro do minério de ferro mais negociado em Dalian, na China.

- ITAÚ UNIBANCO PN encerrou com recuo de 1%, a 26,80 reais, e BRADESCO PN cedeu 1,07%, a 19,42 reais.

- HAPVIDA ON caiu 6,71%, a 7,79 reais, em dia de forte ajuste após avançar nos três pregões anteriores, quando acumulou elevação de quase 7%. No setor de saúde, QUALICORP ON cedeu 6,15%, a 9 reais.

- MRV ON avançou 0,9%, a 12,32 reais, engatando a quarta alta seguida, diante de perspectivas favoráveis para construtoras com foco na baixa renda. O papel é um dos preferidos do Itaú BBA no setor.