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Ibovespa testa recuperação, de olho em IBC-Br positivo

Juliana Machado

O resultado favorável de um dos principais indicadores de atividade no Brasil ajuda o Ibovespa O resultado favorável de um dos principais indicadores de atividade no Brasil, o IBC-Br, ajuda o Ibovespa a perseguir uma recuperação na sessão de hoje. As quedas recentes, motivadas pelo ambiente ainda negativo para ativos latino-americanos lá fora, também abrem espaço para uma recuperação das ações no último pregão da semana.

Às 12h15, o Ibovespa subia 0,45%, aos 106.538 pontos, perto da máxima do dia atingida até agora, de 106.758 pontos. O giro financeiro soma R$ 2,8 bilhões.

Lá fora, as moedas de países da América Latina ainda patinam contra o dólar, na esteira das preocupações envolvendo a agitação política na região, sobretudo no Chile e na Bolívia. Mas, após dias de pressão vendedora nesses ativos, analistas veem chance de algum alívio.

Por aqui, o suporte também vem dos dados do IBC-Br de setembro, que mostrou avanço de 0,44% na virada do mês, ligeiramente acima das expectativas, de 0,39%. O dado, que é visto como uma “proxy” do Produto Interno Bruto (PIB), reforça a leitura de que há alguma recuperação da economia, ainda que muito gradual.

“Ainda está pesada a situação no exterior contra os ativos mais arriscados, mas alguns papéis tentam uma recuperação modesta no dia”, afirma Luis Sales, analista da Guide Investimentos.

Nesse ambiente, alguns papéis que tiveram fortes tombos recentemente voltam ao azul, caso de Magazine Luiza (3,69%), maior alta do dia, e BR Malls (3,64%), depois de um balanço trimestral bem recebido pelo mercado. Nesta manhã, a companhia atribuiu a recuperação do resultado líquido à melhora na demanda, o que também colabora com o cenário majoritário dos gestores de que haverá retomada da atividade brasileira.

Na outra ponta, a MRV ON lidera as perdas do dia (-3,75%), com as preocupações envolvendo o futuro operacional dela, depois dos dados trimestrais. Esses receios cresceram tanto que o Credit Suisse decidiu cortar hoje a recomendação e o preço-alvo dos papéis, citando justamente a menor velocidade de vendas da companhia e a compressão das margens brutas.

Entre as quedas, a JBS ON cai 2,30% e também é um dos piores desempenhos do Ibovespa. A companhia registrou lucro líquido de R$ 356,7 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo um ano antes. Apesar do lucro, o resultado ficou abaixo da estimativa de analistas, que esperavam ganho acima de R$ 1 bilhão. A desvalorização do real afetou o desempenho, segundo a empresa.

Entre os papéis mais líquidos, o desempenho ainda segue dividido. No setor bancário, Banco do Brasil sobe 1,33%, enquanto Bradesco cai 0,35% a ON e sobe 0,03% a PN; Itaú Unibanco PN tem uma alta de 0,42%. No caso da Petrobras, a performance também é sem direção específica, com a ON em queda de 0,56% e a PN com alta de 0,20%; a Vale registra valorização de 0,79%.