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Ibovespa tem leve alta em sessão de reduzido volume financeiro

Marcelle Gutierrez
·2 minutos de leitura

Bolsa fechou com valorização de 0,31%, aos 97.294 pontos Após alcançar ontem o menor patamar em quase três meses, o Ibovespa registrou leve alta, em um movimento de recuperação e em linha com o exterior. A retomada dos preços do petróleo ajudou a conter as perdas em Petrobras, pressionada por um impasse no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a venda de refinarias. Após ajustes, o Ibovespa fechou com valorização de 0,31%, aos 97.294 pontos. Na falta de catalisadores locais que sustentassem um movimento mais consistente, o índice oscilou de uma baixa de 0,62%, na mínima dos 96.390 pontos, a uma alta de 0,72%, na máxima de 97.684 pontos. O volume financeiro também foi reduzido, em R$ 15,6 bilhões, abaixo da média diária de setembro, de R$ 19,8 bilhões, e de 2020, de R$ 20,6 bilhões. O desempenho foi em linha com Nova York, em dia de recuperação após o forte nervosismo de ontem causado por novos casos de covid-19 e escândalo no setor bancário. Dow Jones subiu 0,52%, o S&P 500 teve alta de 1,05% e o Nasdaq avançou 1,71%. Por lá, a recuperação dos preços do petróleo, com o Brent para novembro fechando em alta de 0,67%, trouxe certo alívio para as ações da Petrobras. A ON recuou 0,48% e a PN teve queda de 0,05%, mas a desvalorização poderia ter sido pior diante do impasse no Supremo Tribunal Federal (STF) para a venda das refinarias. Por aqui, o evento do dia foi a divulgação da ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Econômica (Copom). O documento não trouxe novidades, mas reforçou que o Banco Central deve adotar o “forward guidance” como seu principal instrumento daqui para frente. Em comentário ao mercado, a Guide Investimentos reiterou que apesar da sinalização de juros baixos por um bom tempo, o Ibovespa oscila constantemente em torno dos 100 mil pontos, sem tração. ”A razão é clara: os riscos fiscais e ruídos nesta frente advindos na política têm pesado sobre o sentimento do investidor local.” Segundo a corretora, a severa inclinação da parte longa da curva de juros tem forçado um fluxo migratório de capitais da renda variável para a renda fixa, ocasionando a ausência de um fluxo comprador forte e consistente. No pano de fundo, seguem as incertezas quanto ao processo de recuperação econômica. Pixabay