Mercado fechará em 6 h 23 min

Ibovespa acompanha índices globais e opera em queda

Ana Carolina Neira

Temor em torno do coronavírus ainda traz cautela aos mercados; internamente, riscos políticos também geram preocupação O Ibovespa teve uma manhã de bastante volatilidade, na mesma linha dos índices internacionais, que operam sem direção definida. Na última hora, a bolsa brasileira firmou-se em terreno negativo, dando espaço aos temores sobre os impactos econômicos do coronavírus, que segue obrigando os investidores a aumentarem o nível de cautela.

Por enquanto não há um grande estresse em torno destas notícias, mas existe cautela sobre quais serão os impactos econômicos da situação.

Às 12h51, o Ibovespa recuava 0,52%, aos 96.074 pontos. No mesmo horário, o índice futuro cedia 0,06%, aos 96.195 pontos, após passar boa parte da manhã operando no terreno positivo e exemplificando a volatilidade que toma conta do mercado hoje.

"Hoje o noticiário não está forte ou pressionando muito os ativos, então todos os mercados ficam meio que nesta estabilidade aguardando inclusive uma semana de agenda bem cheia. Mas na falta de grandes catalisadores, o investidor busca alguma proteção mesmo", disse um gestor que prefere não ser identificado.

Em relatório, o Santander aponta que as expectativas de recuperação econômica, os processos de reabertura das atividades e as injeções de liquidez garantidas pelos bancos centrais de todo o mundo continuarão sustentando o ânimo dos investidores nesta semana, mas que as notícias mais negativas sobre o coronavírus não sairão do radar e exercem sua pressão.

Há pouco, as maiores pressões vinham de Itaú PN (-1,78%), Petrobras (-0,99% a ON e -1,40% a PN) e Vale ON (-0,36%). Entre os poucos destaques estão Cogna ON (7,45%), que recebeu recomendação de compra pelo BTG Pactual, e Sabesp ON (4,35%). Isso acontece por causa do novo marco do saneamento básico, que pode ser votado no Senado na próxima quarta-feira e afeta diretamente as ações da companhia, que se valorizam conforme o projeto avança, já que ele pode auxiliar na privatização da Sabesp.

Andre Penner/AP