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Ibovespa sofre com pressão externa, mas sustenta 101 mil pontos

Lucas Hirata
·3 minuto de leitura

A bolsa brasileira sofreu hoje com a dura queda das bolsas de Nova York, em um dia de preocupações com uma piora global da pandemia de covid-19 e incertezas sobre o pacote fiscal americano. O Ibovespa perdeu pontualmente a marca de 100 mil pontos durante a tarde, quando a aversão ao risco piorou lá fora. No entanto, em um mercado já bastante descontado e que tem pela frente resultados corporativos importantes, as baixas foram amenizadas na reta final do pregão. Após ajustes, o Ibovespa fechou em queda de 0,24%, aos 101.017 pontos, com alguma distância para a mínima do dia, de 99.762 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 16,5 bilhões, abaixo da média diária no ano, de R$ 20,5 bilhões. Para efeito de comparação, o movimento negativo por aqui foi bem mais moderado que em Wall Street, onde o índice S&P 500 cedeu 1,86% e o Dow Jones caiu 2,29%. Hoje, os destaques negativos da sessão foram justamente aqueles mais afetados pelos efeitos da pandemia na economia. As ações de companhias aéreas e administradoras de shopping centers ficaram entre as maiores perdas do dia. Multiplan ON cedeu 4,29%, CVC ON perdeu 4,25% e BR Malls caiu 3,61%. As companhias aéreas Gol PN e Azul PN completam a lista das cinco piores baixas com quedas de 3,61% e 3,54%, respectivamente. “Os mercados estão caindo por pressão da Europa com aumento de casos e mais países fechando parcialmente a economia. Há também a questão dos EUA com o pacote fiscal, já que está ficando cada vez mais claro que vem só depois das eleições”, afirma Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos. Em relação às incertezas nos EUA, ele alerta que existe ainda a preocupações sobre uma recontagem de votos que deve atrasar o resultado. Logo, alguns investidores acreditam que pacote fiscal pode sair só em 2021. Vale dizer, no entanto, que a baixa do Ibovespa é mais moderada que nos Estados Unidos. O que sustenta o desempenho da bolsa é a expectativa positiva para a temporada de balanços do terceiro trimestre, que conta com nomes de peso nos próximos dias. Com isso, ações que têm operado com desconto, na avaliação dos investidores, voltam a chamar a atenção. Esse é o caso de bancos e da Ambev. As ações de Itaú Unibanco PN subiram 0,71%, enquanto Bradesco ON avançou 1,13% e Bradesco PN ganhou 1,24%. Amanhã, Santander dá largada à divulgação de balanços do terceiro trimestre entre os maiores bancos do país listados na bolsa. Hoje, as units do Santander tiveram alta de 3,74%, na liderança dos ganhos do Ibovespa. Além da expectativa com balanços, foram observados resultados positivos na Nota de Crédito divulgada pelo Banco Central, que mostrou um crescimento de 1,9% do estoque em setembro. As concessões também cresceram, 6,5% no período, ao passo que o juro médio e a inadimplência caíram. Já Ambev ON avançou 2,23% - a empresa divulga seus resultados no próximo dia 29. De acordo com o Goldman Sachs, em relatório, a Ambev deve ter um aumento de 8% nas vendas de cerveja no Brasil no terceiro trimestre. Para o banco, este será o melhor dos resultados do período, com a avaliação de que os consumidores têm sustentado o consumo de cerveja e a expansão do portfólio da companhia.