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Ibovespa ganha força com bancos

Marcelle Gutierrez
·3 minutos de leitura

Risco fiscal segue como motivo de preocupação Dados de vendas no varejo e a valorização de ações de peso, como bancos, Petrobras e Vale sustentam o Ibovespa no positivo. A preocupação com o risco fiscal, entretanto, segue no radar. Às 15h16, o Ibovespa exibia ganhos de 2,14%, aos 97.575 pontos, próximo da máxima do dia, de 97.595 pontos. O volume financeiro estava em R$ 14,7 bilhões. Entre as maiores altas, destaque para o setor bancário, que representa cerca de 15% da carteira do Ibovespa. Os papéis caem em torno de 40% em 2020, isto é, estão descontados, e hoje há perspectiva positiva para os balanços do terceiro trimestre de 2020, no qual o UBS BB, em relatório, estima um avanço de 16% do lucro por ação ante o segundo trimestre de 2020 e recuo de 6%, na média, do custo de risco. As units do Santander tinham avanço de 8,57%, seguidas por Bradesco ON (5,89%) e Itaú Unibanco PN (6,12%). Já Bradesco PN tinha alta de 5,24% e Banco do Brasil ON subia 4,70%. Entre as blue chips, Petrobras ON tinha alta de 1,81% e a PN de 1,77% com o avanço do petróleo Brent para dezembro. Já Vale ON registra o segundo pregão consecutivo de ganhos, com alta de 1,71%. No noticiário da mineradora, o BNDES contratou sindicato de bancos liderados pelo Bradesco para vender R$ 6 bilhões em debêntures da Vale. O impacto não é direto nas ações, mas segundo Rodrigo Moliterno, head de renda variável e sócio da Veedha Investimentos, pode ser um termômetro da credibilidade da companhia junto ao mercado. “Se houver demanda por essas dívidas, significa que o mercado está com apetite e a empresa pode emitir mais dívida. A operação, portanto, interfere no sentimento do mercado com a Vale”, afirma. Neste pregão, outro catalisador positivo foi a divulgação da Pesquisa Mensal do comércio (PMC), do IBGE, que mostrou que as vendas no varejo subiram 3,4% em agosto ante julho. O valor ficou acima da mediana das projeções do Valor Data, de 3,2%, e foi o quarto mês seguido de avanço. Embora o dia tenha motivos para uma valorização mais consistente, Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital modalmais, afirma que a “bolsa só vai empolgar quando tiver um endereçamento do governo sobre o que pretende fazer”. “A questão fiscal e o rumo da dívida preocupa mais do que as vendas do varejo”, acrescenta. Segundo ele, os números do varejo foram positivos, mas são comparados com uma base fraca e devem desacelerar nos últimos três meses do ano. “Tem muito efeito do auxílio emergencial que termina no fim do ano e tem que olhar também a taxa de desemprego, que continua muito alta. É um dos itens que demora a cair e se não vier não consegue sustentar uma alta do varejo”, diz. De fato, poucas ações de varejistas apresentam ganhos significativos. Em Nova York, os índices acionários apresentam leve alta, na expectativa da aprovação de um acordo para estímulos da economia. Silvia Zamboni/Valor