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Ibovespa sobe com abertura positiva em NY e Vale; Petrobras recua

Paula Arend Laier
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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa ensaiva melhora no final da manhã desta segunda-feira, afastando-se das mínimas, com Vale entre os principais suportes, enquanto Petrobras recuava com receios sobre a política de preços de combustíveis.

Às 11:46, o Ibovespa subia 0,11%, a 120.369,61 pontos. O volume financeiro era de 8,2 bilhões de reais.

O Ibovespa fechou acima dos 120 mil pontos na última sexta-feira, acumulando alta semanal de 4,5%, o que também abria espaço para movimentos de realização de lucros. Na mínima, mais cedo, chegou a cair 0,7%.

No exterior, Wall Street abriu em alta, com os investidores otimistas de que o pacote de alívio fiscal e a vacinação rápida levarão a uma recuperação econômica veloz da pandemia, o que ajudou na reação do Ibovespa.

Em comentário a clientes, a área de gestão de recursos do BTG Pactual avaliou que o Ibovespa está em um processo de acumulação na faixa dos 120.000 pontos, aguardando sinais mais claros de avanços nas reformas.

"Há muita volatilidade em função de um número de boatos. O diferencial neste momento é a divulgação dos resultados e 2020, onde continuam impulsionando os preços de determinadas ações individuais."

Nesse contexto, a semana abriu com BB Seguridade, mas a temporada de balanços ganha fôlego nos próximos dias, quando estão previstos os dados de BTG Pactual, TIM, Klabin, Suzano, BB, Cosan e Lojas Renner, entre outros.

DESTAQUES

- PETROBRAS PN cedia 0,65%, com receios sobre a política de preços da petrolífera, mesmo após anunciar nesta segunda-feira aumentos dos preços médios de venda às distribuidores da gasolina, diesel e GLP.. Bradesco BBI e XP cortaram a recomendação das ações para 'neutra', bem como os respectivos preços-alvo, enquanto o BTG Pactual lembrou que uma boa reputação é difícil de ganhar, mas fácil de perder. A empresa também anunciou que o Mubadala Capital venceu disputa pela Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia.

- CSN ON subia 5,24%, capitaneando os ganhos do setor de mineração e siderurgia, com precificação do IPO de sua unidade de mineração aguardada para a sexta-feira. USIMINAS PNA, que divulga balanço no dia 11, subia 3,42%. Ainda, VALE ON avançava 1,54%, favorecida pela alta dos futuros do minério de ferro na China.

- BTG PACTUAL UNIT valorizava-se 3,75% antes do resultado trimestral, que será conhecido na terça-feira, antes da abertura da bolsa brasileira. Analistas do Goldman Sachs, que elevaram o preço-alvo das units de 115 para 125 reais, com recomendação de compra, na semana passada, esperam desempenho sólido. No setor, BRADESCO PN perdia 1,04% e ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,46%.

- COSAN ON avançava 5,46%, após a Raízen anunciar acordo para comprar a Biosev, uma das maiores empresas do setor, em uma transação que envolverá pagamento de 3,6 bilhões de reais e ações. A Raízen é uma joint venture da Cosan e da Shell. De acordo com o presidente da Raízen, a aquisição de nove unidades processadoras de cana-de-açúcar da Biosev está sendo feita com um "super desconto". BIOSEV ON tinha alta de 4,87%, chegando a subir 12,55% na máxima.

- BB SEGURIDADE ON recuava 1,47%, após abrir em alta. O balanço do quarto trimestre mostrou lucro líquido ajustado de 916,6 milhões de reais no período, queda de 19,1% em relação ao mesmo período de 2019, em desempenho afetado pelo resultado financeiro da companhia.

- AMBEV ON perdia 2,96%, pesando no Ibovespa. Analistas do BTG Pactual reduziram suas estimativas para o Ebitda e o lucro da fabricante de bebidas em 2021 em 5% e 8%, respectivamente, enquanto afirmaram que esperam bom volumes no balanço do quarto trimestre, mas margens ainda fracas. A Ambev divulga seu balanço no dia 25 de fevereiro

- JALLES MACHADO ON disparava 10,36%, a 9,16 reais, em estreia na B3, após precificar IPO a 8,30 reais por papel, em operação que movimentou 741,5 milhões de reais. O preço ficara abaixo da faixa estimada, estimado pelos coordenadores da operação, que ia de 10,35 reais a 12,95 reais. Na máxima até o momento, a ação chegou a 9,99 reais

- FOCUS ENERGIA ON despencava 7,71%, a 16,63 reais, também debutando na B3, após a comercializadora de eletricidade precificar IPO a 18,02 reais por papel, abaixo da faixa indicativa de 21,20 a 28,6 reais cada, em operação que movimentou 887,4 milhões de reais. No pior momento nesta sessão, a ação chegou a 16,22 reais.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)