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Ibovespa opera em baixa com risco fiscal ainda no radar

Marcelle Gutierrez
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Cena fiscal brasileira e aumento de casos de covid-19 na Europa dividem espaço na pauta com temporada de balanços O Ibovespa até tentou acompanhar a sessão de recuperação vista no exterior, mas a falta de medidas concretas para o andamento da agenda de reformas e o risco fiscal seguem preocupando os investidores. Assim, o Ibovespa caminha para encerrar a semana no patamar dos 98 mil pontos, após ameaçar a reconquista dos 100 mil pontos. Perto das 13h20, o Ibovespa operava em baixa de 0,46%, aos 98.594 pontos, perto da mínima do dia, 98.335 pontos. Na máxima, aos 99.172 pontos, o índice chegou a subir 0,12%. No acumulado da semana, o índice avança 1,07% até o momento. Vale destacar ainda que os pregões de sextas-feiras são marcados por cautela, diante de dois dias de negócios fechados. Tanto que o volume financeiro totalizava R$ 8,5 bilhões, um pouco abaixo da média para o horário e com projeção de atingir R$ 19,6 bilhões até o fim do dia. Em Nova York, o Dow Jones avança 0,82%, o S&P 500 tem alta de 0,49% e o Nasdaq sobe 0,33%. Mas, segundo Paloma Brum, economista da Toro Investimentos, apesar deste tom positivo no exterior, as controvérsias seguem no cenário político. “Enquanto o risco fiscal não for resolvido, o Ibovespa vai ficar nesse vai e vem, entre 95 mil e 100 mil pontos”, diz. A economista cita como positivas as declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de comprometimento com o teto de gastos e agenda de reformas. Ontem, ele voltou a defender a aprovação da proposta de PEC emergencial e disse que o atraso na análise do texto pode inviabilizar a aprovação do Orçamento de 2021. O que puxa o desempenho negativo do Ibovespa hoje são as ações do setor bancário e da Petrobras. Banco do Brasil ON cai 1,55%, Bradesco ON (-1,46%), Bradesco PN (-1,11%), Itaú Unibanco PN (-1,19%) e Santander units (-1,80%). “Não há notícias específicas hoje para o setor, mas uma atividade econômica fragilizada pela crise, com risco-país maior, acaba sinalizando um cenário que leve mais tempo para os bancos se recuperarem”, afirma Paloma. Já Petrobras ON e PN recuam 1,41% e 1,42%, respectivamente, com a baixa de 0,44% do petróleo Brent para dezembro. Entre as altas, destaque para CSN ON, com valorização de 2,16% após a divulgação do resultado do terceiro trimestre de 2020 com lucro líquido de R$ 1,08 bilhão. Na semana, o papel avança 11,82%. Regis Filho/Valor